icons.title signature.placeholder Bruno Grossi e Marcio Porto
25/03/2014
07:03

O são-paulino que acostumou-se a vibrar com o entrosamento de Dodô e Aristizábal hoje torce por Luis Fabiano e Pabon. A essência é parecida: a junção de um goleador com um colombiano baixinho, rápido e ágil. Os resultados estão longe de serem os mesmos, mas o sucesso da dupla "Pabuloso" já dá resultados.

Os últimos três gols de Luis Fabiano, principal esperança do São Paulo na fase final do Campeonato Paulista, saíram dos pés de Dorlan Pabon, o segundo colombiano a vestir a camisa do Tricolor - o outro foi Aristizábal.

As assistências fizeram lembrar seu compatriota, ajudaram o Fabuloso a chegar à artilharia do Paulistão, com nove gols, e garantiram Pabon como titular do time.

- Luis Fabiano é muito correto, tem uma humildade muito grande. Tem muita experiência na Seleção Brasileira, na Europa. A cada dia vou me aproximando mais. É um orgulho jogar ao lado dele porque sabemos o nome que tem. O peso que dava para a Seleção e equipes que jogava. É um bom companheiro, espero estarmos juntos por muito tempo, para ganharmos muitos títulos - definiu Pabon, em entrevista ao LANCE!Net.

Desde que foi contratado, o colombiano ficou fora de apenas um jogo: foi poupado contra o Ituano, o último duelo, em que os titulares estiveram em campo. A moral é a mesma do antecessor, mas ele perde em outro quesito. Marcou apenas um gol até agora, enquanto "Ari"...

– O Ari era mais centroavante, fazia mais gols. O Pabon joga pelas beiradas. Mas ele é técnico também como o Ari e inteligente. Entrosado com o Luis, tem tudo para repetir o sucesso – analisou Milton Cruz, coordenador técnico do São Paulo desde a época de Aristizábal, a quem chama de Ari por intimidade.

Apesar do entrosamento, Dodô e Aristizábal fracassaram em conquistas. Em 1997, no melhor ano, ficaram com o vice-campeonato paulista. No ano seguinte, eram reservas quando o time levantou o caneco do Estadual. É preciso mais.

Na Região Nordeste, o termo "pabuloso", que define a dupla, é utilizado para se referir àquele que conta vantagem, gosta de sempre falar em benefício próprio. Para os paulistas, seria como o "se sentir". Sendo assim, quer nome melhor para a dupla Pabon e Fabuloso? Os resultados justificam a analogia.