icons.title signature.placeholder OPINIÃO
27/06/2014
13:45

Se o governo distribui aos jornalistas estrangeiros sugestões de reportagens que enaltecem suas realizações são 69 pautas oficiais, como essa coluna mostrou ontem o Comitê Popular da Copa partiu para o contra-ataque. Está oferecendo à imprensa internacional passeios a áreas como o entorno do Maracanã e o Pico do Morro de Santa Marta, ambos no Rio, mostrando o que considera o legado negativo da Copa, como a remoção de moradores, o superfaturamento de obras e a paralisação de programas sociais. É propaganda enganosa de um lado, discurso sectário de outro.

Timão na cabeça
O Corinthians mal estreou sua nova arena, antes da abertura deste Mundial. No site da Fifa, aliás, o estádio chama-se Arena de São Paulo e não Arena Corinthians, como gostaria a Fiel. A determinação da entidade foi a de apagar qualquer vestígio de marcas do clube durante a realização da Copa. Bem que tentaram, mas não deu certo. Vejam aí abaixo essa caixa coletora de resíduos recicláveis, bem à vista ao lado de um bar do estádio. O Timão está sim presente em Itaquera.


Coca-Cola é isso aí
Nenhum dos patrocinadores da Fifa tem uma exposição de marca tão forte como a Coca-Cola. Painéis do refrigerante, com a marca em vários idiomas, como exige a temática da campanha atual, estão literalmente cobrindo de vermelho todos os aeroportos (o Santos Dumont, na foto), além de estações de metrô, terminais e pontos de ônibus, passarelas de acesso aos estádios e pontos de movimentação turística. A blitz, avassaladora, reduziu o espaço de outros patrocinadores.


De onde ele veio
Diálogo de um senhor de lá pelos seus 70 anos com um guarda ferroviário que organizava a fila das bilheterias da CPTM, ontem às 14h45 na Barra Funda:
- Que que é esse movimento todo?
- É por causa do jogo.
- Tem jogo hoje, é? Jogo onde?
- No estádio do Corinthians.
- Ah, jogo do Timão. Entendi.
Será?