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06/02/2015
10:02

Oswaldo de Oliveira e Fernando Prass consideraram que a decisão de fazer o clássico entre Palmeiras e Corinthians apenas com a torcida alviverde (e contestada pelo clube alvinegro) é "extrema", mas acabou compreendida pelo recente histórico de briga entre rivais. Ainda assim, a dupla não escondeu a decepção - o treinador afirmou que o ato ajuda a "amputar o espetáculo".

- É uma medida extrema para tentar equilibrar uma situação que vem se agravando. É claro que alguma coisa precisa ser feita, mas acho que tira muito da beleza do futebol você ter torcedores de um só time. É muito claro que a iminência da violência está aí, não podemos deixar de reconhecer, e de alguma forma precisa ser proibida. Acho que a gente está amputando o espetáculo dessa forma - explicou o treinador.

O presidente do Verdão, Paulo Nobre, é um dos maiores defensores de clássicos com torcida única. Segundo ele, por três motivos: segurança dos torcedores, economia de gastos públicos para proteger o traslado dos visitantes, além de maiores ganhos para o time mandante - o Verdão é quem receberá o Dérbi de domingo.

O mandatário diz que a restrição de visitantes deve ocorrer em clássicos além do Allianz Parque, mas o técnico ainda espera voltar a ver dois rivais jogando com suas respectivas torcidas no estádio.

- Tomara que seja uma medida agressiva, mas que depois alguma coisa seja feita para restabelecer aquilo que a gente acha mais bonito, duas torcidas participando do espetáculo em paz, com tranquilidade e respeitando o direito do adversário. A agressividade foi progressivamente tomando conta e ganhando moldes inaceitáveis. Já vimos alguns episódios deprimentes de choques de torcida. Quem se organizar para a violência tem que ser altamente repreendido - completou o treinador, apoiado por Fernando Prass.

- É uma medida extrema para evitar o pior. Mas é difícil para quem luta pelo futebol não ter duas torcidas em um Palmeiras x Corinthians, um clássico maravilhoso. Não podemos ligar isso só ao futebol. Vemos coisas absurdas acontecendo. O que vemos no noticiário todo dia é violência em cima de violência. Infelizmente, não estamos dando conta disso. É o que falam: o Brasil é o país do faz de conta, finge que pune. Estamos vendo muitas coisas acontecendo e não muda a situação do país. Isso reflete em uma data triste: o primeiro clássico em São Paulo sem torcida visitante - encerrou o camisa 1.