icons.title signature.placeholder Fábio Suzuki
20/02/2015
10:32

Dentro de campo, os campeonatos europeus e sul-americanos ainda são referências no mundo do futebol. Mas fora dele, entretanto, quem está dando as cartas no mercado da bola são os investimentos de Ásia e Oriente Médio. Seja na compra de jogadores e patrocínios, ou até mesmo compra de clubes, o dinheiro oriundo dos petrodólares árabes e do crescimento econômico chinês tem sido o grande protagonista do futebol atualmente.

Segundo levantamento da Sovereign Wealth Fund Institute, hoje, 76,2% dos investimentos globais em esporte vêm da Ásia e do Orinete Médio, enquanto que só 3% têm origem nas Américas (incluindo os EUA). E a grande maioria dessa verba é direcionada ao futebol, que conta com 1,6 bilhões de fãs em todo o mundo (22% da população mundial).

Tanto na compra de importantes clubes como o Paris Saint-Germain e Manchester City, quanto em patrocínios a gigantes como Barcelona, Arsenal e Milan, o dinheiro de xeques e governos árabes têm dominado o maior mercado do futebol, o europeu.

Na temporada 2009/2010, por exemplo, as companhias do Oriente Médio investiram cerca de US$ 24 milhões em patrocínios de camisas, valor que superou os US$ 150 milhões no ano passado. Das cinco maiores marcas de patrocinadores na Europa, três são do Oriente Médio: a Autoridade de Turismo do Catar (ATC), e as companhias aéreas Emirates e Etihad.

Segundo José Colagrossi, diretor-executivo do Ibope Repucom, a entrada dos mercados da Ásia e do Oriente Médio no futebol é motivada por três principais fatores: a popularização da modalidade, o maior número de transmissões do futebol europeu para TVs de todo o mundo, e a percepção de que o futebol á uma plataforma muito eficiente de expor e promover uma marca e até mesmo um país.

– Os valores são astronômicos e não vemos nenhum sinal de desaquecimento desses investimentos – comenta Colagrossi.