icons.title signature.placeholder VINÍCIUS PERAZZINI
24/06/2014
13:35

De acordo com o secretário-executivo de Vigilância em Saúde de Pernambuco, Eronildo Felisberto, o Comitê Organizador da Copa do Mundo autorizou e participou da queima de 320 quilos de alimentos considerados como estragados pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), que estavam disponíveis para consumo dos trabalhadores da Arena Pernambuco na última sexta-feira, dia do jogo entre Itália e Costa Rica.

- Tudo foi incinerado, em comum acordo com o Comitê Organizador, da Fifa. Não houve problemas de relacionamento entre a Apevisa e o Comitê Organizador Local. A incineração foi feita na maior tranquilidade - disse Eronildo Felisberto.

No entanto, a história apresenta complicações. Em nota oficial da Secretatia de Saúde de Pernambuco, distribuída no sábado, o problema - atribuído a um distribuidor, de Campinas (SP) - também teria ocorrido em Brasília, Curitiba, Cuiabá, Belo Horizonte e Fortaleza, cidades que recebem a alimentação da mesma empresa. Porém, nenhuma outra sede falou publicamente sobre o fato e, nesta terça-feira, a cúpula de Pernambuco diminuiu o tom.

- Não falamos aqui sobre outras sedes. É preciso que seja perguntado lá - disse Eronildo Felisberto, sem saber explicar de onde surgiu a certeza anterior de problemas em outros locais.

Segundo a cúpula de Pernambuco a entidade máxima do futebol mundial e a distribuidora foram notificadas pela agência.

Naquela sexta-feira, 36 trabalhadores foram atendidos no estádio, sendo seis deles com diarreia, porém a organização pernambucana não afirma que todos os casos foram por conta dos problemas na alimentação. Nesta terça-feira, o secretário-executivo de Vigilância em Saúde de Pernambuco, Eronildo Felisberto, revelou que 22 pessoas continuam sendo monitoradas, porém nenhuma delas apresentou agravamento.