icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
15/11/2013
11:14

Apesar das negativas do atual presidente da CBF e a iminente candidatura de Marco Polo Del Nero como força da situação no próximo pleito da entidade, o bloco de oposição não descarta a possibilidade de que José Maria Marin tente a reeleição.

- Temos que ter estratégia, nos preparar para tudo. E saber quem vem. Pode ser até o Marin. Se sou eu na situação do Del Nero, preferiria assim, porque continuaria mandando enquanto o Marin leva as porradas - afirmou ao LANCE!Net o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, um dos nomes possíveis para ser o candidato da oposição:

- De zero a dez, diria que a chance de eu ser o candidato é cinco. Mas pode ser o Andrés Sanchez, o Rubinho (presidente da Ferj)...

Segundo Noveletto, não há a menor chance de não haver oposição na próxima eleição da CBF.

- Vai ter sim. Estamos montando achapa. É uma dureza, porque temos que lutar contra a máquina. Mas eu acho que dá (para vencer) - completou.

O presidente da Federação Gaúcha foi convidado, mas não estará presente no possível lançamento da candidatura de Del Nero, que será na festa de encerramento da entidade, no dia 25, em São Paulo. Mas Noveletto não estará "na confraternização da família do futebol".

- Já tinha outros compromissos marcados nos Estados Unidos. O presidente Marin até me ligou e jurou pelos netos dele que não falaria de política na festa. Acho até que ele não vai lançar o Del Nero lá, mas não poderei ir mesmo - disse o dirigente.

A respeito de outro assunto que vem perturbando a CBF - a manifestação do Bom Senso F.C. no Brasileirão -, Noveletto também foi contra a tentativa de censura ao movimento.

- Isso é ridículo, querer dar cartão e proibir o que eles estão fazendo. No São Paulo x Flamengo, achei que os jogadores foram muito inteligentes - finalizou o dirigente.

Além de Noveletto, o bloco de oposição da CBF está sendo costurado pelo ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, o presidente da Ferj, Rubens Lopes, além dos presidentes das Federações Mineira, Paulo Schettino, Baiana, Ednaldo Rodrigues, e Paranaense, Hélio Cury.