icons.title signature.placeholder Adriana Laca
03/04/2014
16:23

O mais forte é o que vence. Assim nos contavam nossos avós que era a época do Velho Oeste, quando os vaqueiros, sem leis que o impedissem, matavam, lutavam para provar qual deles era o melhor. Tudo isso com anuência de um xerife que, por vezes, fazia vistra grossa da situação. O futebol uruguaio passa por momento igual.

Sem qualquer tipo de governo, sem uma autoridade que diga o que se deve e o que não se deve fazer, sem controle. Muitos interesses criados por trás. Porém quem sabe a verdade? Quem pode denunciar sem provas? Ninguém. Ninguém sabe com certeza a verdade. Todos fazem ouvidos surdos, todos fecham os olhos, enquanto tratam de consertar algo que há anos não tem conserto: a violência.

Porque não teria que importar a nós quem tem os direitos de televisão, assim como não deveria nos importar qual dirigente viaja mais ou menos que o outro. Teríamos que velar, todos, pela segurança nos estádios. Para que as famílias voltem ao futebol, para que todos tenhamos direito de ir um fim de semana com nossos filhos para ver nossos ídolos.

Se fez uma disputa enorme, na qual entrou até o presidente da república. Porém tudo segue igual. O que se ganhou foi perder um dos melhores dirigentes que teve o futebol uruguaio: Sebastián Bauzá.

Não há mais tempo a perder, é hora de deixar de prestar atenção aos outros e nos preocuparmos com arrumar nossa casa. O poder não existe, o poder já foi. O único que alguém pode deixar de herança a seus filhos, e aos que virão, é a educação. Eduquemos a estas crianças, para que amanhã sejam elas que façam o futebol uruguaio voltar ao lugar de onde nunca deveria ter saído