icons.title signature.placeholder RADAR / LANCEPRESS!
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20/08/2015
15:17

*Colunista do LANCE!

Cristóvão Borges falhou em pelo menos três aspectos nestes seus dois meses e meio no comando do Flamengo. Ele escalou volantes em excesso, sem jamais acertar o setor defensivo. Promoveu substituições quase sempre equivocadas, ou que demorou demais para fazê-las. E não conseguiu que o time aproveitasse de forma objetiva a habitual posse de bola - o que deveria ser a referência mais positiva e, no entanto, poucas vezes se transformou em gols.

Um outro erro, comum a vários treinadores de hoje no futebol brasileiro de hoje, foi o de recuar o time a cada vantagem obtida, com o mero objetivo de segurar o resultado, ou tentar ampliá-lo apenas nos contra-ataques. Afinal, os contragolpes raras vezes encaixavam, devido às limitações do elenco. Pior, a prática acabava atraindo o adversário, que o superava, dadas todas estas circunstâncias.

Não seria exagero afirmar que o 2 a 2 com o Santos, no último dia 2, possa ser considerado, dos 18 jogos de Cristóvão no Flamengo, o mais exemplar de sua breve passagem pelo clube. Naquela tarde, no Maracanã, o time realizou um primeiro tempo perfeito em todos os sentidos, principalmente sob o ponto de vista tático.

E MAIS
> Cristóvão deixa o comando do Fla; ex-Palmeiras é cotado para assumir

Defendeu e atacou com equilíbrio, neutralizando e agredindo a equipe paulista com a mesma intensidade. Mas acabou cumprindo uma etapa derradeira lamentável, pondo em prática todos os equívocos habituais, aqui já citados, e só não perdeu a partida porque os meninos da Vila Belmiro exageraram nas preciosidades. Sendo assim, fica a questão: se era possível fazer o time jogar, por que insistir no contrário?

É provável também que muitos ressaltem a sua pequena afinidade com o Flamengo, ou o seu desconhecimento sobre o cotidiano do clube, quase sempre com muitos caciques e poucos índios, e a arrogância e mania excessiva de grandeza de sua torcida, injustificável nestes tempos de vacas magras, o que ajuda a tumultuar o ambiente.

É possível sim que isto também tenha contribuído para tornar a sua situação insustentável. Mas parece é que a saída se deu sobretudo porque preferiu insistir com experiências e conceitos que não estavam dando certo. Transformá-lo, porém, no único culpado pela campanha ruim do Flamengo nestes últimos meses seria absurdo. Pois há algo no ar da Gávea além dos aviões de carreira.

*Colunista do LANCE!

Cristóvão Borges falhou em pelo menos três aspectos nestes seus dois meses e meio no comando do Flamengo. Ele escalou volantes em excesso, sem jamais acertar o setor defensivo. Promoveu substituições quase sempre equivocadas, ou que demorou demais para fazê-las. E não conseguiu que o time aproveitasse de forma objetiva a habitual posse de bola - o que deveria ser a referência mais positiva e, no entanto, poucas vezes se transformou em gols.

Um outro erro, comum a vários treinadores de hoje no futebol brasileiro de hoje, foi o de recuar o time a cada vantagem obtida, com o mero objetivo de segurar o resultado, ou tentar ampliá-lo apenas nos contra-ataques. Afinal, os contragolpes raras vezes encaixavam, devido às limitações do elenco. Pior, a prática acabava atraindo o adversário, que o superava, dadas todas estas circunstâncias.

Não seria exagero afirmar que o 2 a 2 com o Santos, no último dia 2, possa ser considerado, dos 18 jogos de Cristóvão no Flamengo, o mais exemplar de sua breve passagem pelo clube. Naquela tarde, no Maracanã, o time realizou um primeiro tempo perfeito em todos os sentidos, principalmente sob o ponto de vista tático.

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Defendeu e atacou com equilíbrio, neutralizando e agredindo a equipe paulista com a mesma intensidade. Mas acabou cumprindo uma etapa derradeira lamentável, pondo em prática todos os equívocos habituais, aqui já citados, e só não perdeu a partida porque os meninos da Vila Belmiro exageraram nas preciosidades. Sendo assim, fica a questão: se era possível fazer o time jogar, por que insistir no contrário?

É provável também que muitos ressaltem a sua pequena afinidade com o Flamengo, ou o seu desconhecimento sobre o cotidiano do clube, quase sempre com muitos caciques e poucos índios, e a arrogância e mania excessiva de grandeza de sua torcida, injustificável nestes tempos de vacas magras, o que ajuda a tumultuar o ambiente.

É possível sim que isto também tenha contribuído para tornar a sua situação insustentável. Mas parece é que a saída se deu sobretudo porque preferiu insistir com experiências e conceitos que não estavam dando certo. Transformá-lo, porém, no único culpado pela campanha ruim do Flamengo nestes últimos meses seria absurdo. Pois há algo no ar da Gávea além dos aviões de carreira.