icons.title signature.placeholder Michel Castellar
07/04/2014
11:45

Tiros foram disparados na manhã desta segunda-feira quando funcionários das obras do Parque Olímpico dos Jogos Rio-2016 iniciaram uma manifestação por melhores salários, benefícios e condições de trabalho. Os operários fecharam a Avenida Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, em frente ao local das futuras instalações, e depois a liberaram parcialmente.

O suposto motivo para a greve, iniciada na quinta-feira, é o fato de parte dos operários desejar que o Sindicato da Construção Pesada (Sitraicp) passe a representá-los. Atualmente, o Sindicato da Construção Leve (Sintraconst) é quem realiza as negociações com o consórcio Rio Mais, responsável pela construção do Parque Olímpico.

Na manhã desta segunda-feira, os operários do primeiro turno, que começa às 6 horas, bateram o cartão e deram início a nova manifestação em prol de suas reivindicações. Com a chegada dos demais trabalhadores e o crescente tumulto, a Polícia militar foi acionada para conter os protestantes. 

Durante o protesto, tiros foram ouvidos mas a origem dos disparos permanece sem identificação. Ante o impasse, o consórcio Rio Mais iniciou no fim da manhã uma nova negociação com o Sintraconst, a quem reconhece como o legítimo representante dos trabalhadores, além de paralelamente investigar o autor e as circunstâncias dos disparos. 

O objetivo do Rio Mais e o Sintraconst é o de tentar chegar a um acordo para concessão de novos benefícios aos 2.300 funcionários e, com isso, debelar os defensores de mudança de representação. Entre as reivindicações estão: melhores condições de trabalho, maior reajuste salarial e no pagamento de horas extras, aumento da abrangência do plano de saúde, além de aumento do valor da cesta básica.

A Empresa Olímpica Municipal (EOM), que coordena as obras da prefeitura para os Jogos-2016, inclusive o Parque Olímpico, informou que acompanha o desenrolar das negociações mas aguarda uma solução por parte do consórcio Rio Mais para se pronunciar.