icons.title signature.placeholder Rafael Valesi
27/02/2015
20:36

A Operação Lava-Jato, escândalo de corrupção tendo a Petrobras como pilar e uma série de empreiteiras como envolvidas, foi tema durante as reuniões entre o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Rio-2016 nesta semana.

Nesta sexta-feira, o jornal "O Globo" publicou que sete empresas que participam de obras importantes dos Jogos Olímpicos foram acusadas de irregularidades no esquema, e que isto poderia trazer impactos indiretos para o andamento da Rio-2016 - como dificuldade das empreiteiras em obterem empréstimos, por exemplo. O COI, porém, acredita que isso não vai afetar a Olimpíada.

- Esta informação foi dada de uma forma bastante proativa por parte do comitê local. Não foi identificado nenhum risco de entrega. Deram a garantia de que as instalações olímpicas serão erguidas - falou Christophe Dubi, diretor executivo do COI para Jogos Olímpicos.

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As "empreiteiras olímpicas" envolvidas na Operação Lava-Jato são Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Mendes Júnior e Carioca. Elas são responsáveis pela construção de obras como o Parque Olímpico da Barra, Vila dos Atletas e Linha 4 do metrô.

A situação econômica do país também foi discutida entre a presidente Dilma Rousseff e o mandatário do COI, Thomas Bach. Os dois se encontraram em Brasília na terça-feira. Do período de 1h30 de conversas, cerca de 30 minutos foram apenas para debate da realidade econômica nacional.