icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
11/02/2015
13:23

Se durante a disputa da Copa Libertadores, os torcedores argentinos são temidos por sua cantoria incessante e paixão, na Copa Davis, não parece ser diferente. Para o duplista Bruno Soares, o clima a se esperar é exatamente esse. Esperar, mas não temer.

- O lance da torcida contribui um pouco. Nossa equipe hoje está bem madura e experiente para encarar isso e neutralizar. A torcida, obviamente ajuda mais eles. Mas tendo tranquilidade, isso não vai determinar o resultado. O argentino tem aquela torcida de futebol fanática, cantam bastante. Mas eu acho bem legal. A Davis é diferente por causa disso. O latino torna isso mais barulhento. Se você não deixar isso entrar na sua cabeça, é legal por deixar o jogo com uma atmosfera bacana - comentou Soares.

Nos duelos de simples, Brasil terá um reforço, mas nenhum que venha do lado brasileiro. O argentino Juan Martín Del Potro, que já figurou entre os três melhores tenistas do mundo, recupera-se de uma cirurgia no pulso direito e é desfalque certo para os hermanos. Se faz diferença? O próprio Soares responde:

- Gigante. Se o Del Potro estivesse jogando, não teríamos a menor chance. Não é demérito nenhum dos nossos jogadores, é que o cara é um fenômeno. Com a saída dele, se não competimos de igual para igual ainda, pelo menos o jogo se torna mais competitivo. O Thomaz pode ganhar de qualquer um, e o número 2 passa a ter uma chance ainda maior de fazer um bom jogo e usar isso para colocar pressão no adversário. Com o Del Potro, o buraco é bem mais embaixo - disse.

Como sempre, o Brasil já entra na Davis com uma esperança de pontuar nas duplas. Isso porque Marcelo Melo é o atual quarto melhor do mundo e Soares, até pouco tempo atrás, transitava entre a segunda e terceira melhores colocações no ranking da ATP. Apesar disso, a pressão e favoritismo são mais emocionais do que em quadra, ao menos essa é a opinião do brasileiro.

- Tem uma pressão a mais, mas buscamos transformar isso em motivação. Se comentam isso, é porque acreditam na gente. Temos nível para isso. A Copa Davis, para mim e o Marcelo, é especial. A gente rende bem, porque gosta de estar na quadra. A pressão, positiva ou negativa, está sempre com o tenista. Resta saber como você vai lidar com isso. Faz parte da vida do atleta - completou.