icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci
14/04/2014
11:00

Presidente em exercício do Santos enquanto Luis Alvaro Ribeiro está de licença médica, Odílio Rodrigues disse ao LANCE!Net pela primeira vez que não quer tentar a reeleição no pleito do fim do ano. Até então, ele vinha sendo evasivo quando questionado sobre o tema.

No estatuto do clube não é permitido mais do que uma reeleição (número já atingido por Laor), mas Odílio poderia alegar que antes era apenas vice, e a liberação de sua candidatura, então, ficaria a cargo da Comissão Eleitoral do clube.

Ele, contudo, já diz querer ser apenas um articulador na tentativa de manter a sua chapa “Eu Sou Santos”, de situação, no poder.

– Eu me proponho a ser o articulador, não o candidato. Agora não é hora de discutir nomes, tem que discutir uma plataforma de governo, que está praticamente pronta. Nós temos muito conteúdo e muitas pessoas qualificadas na situação. Não pretendo ser candidato – disse o dirigente, ao LANCE!Net.

O desejo de Odílio em permanecer no cargo ou não era uma das principais dúvidas sobre esta eleição, que deve ter três chapas concorrendo. Antes do clássico contra o Corinthians, ele chegou a ser agredido e o dirigente se mostra cansado pela rotina. Dentro do grupo “Eu Sou Santos”, a maioria também já não se mostrava favorável à sua permanência na presidência.

A chapa de situação comanda o clube desde 2010, quando iniciou-se o sucesso da geração comandada por Neymar. Durante esta fase pré-eleição, o mandantário diz querer evitar um retrocesso no Santos.

– O clube está vivendo um período de muitos avanços. Democratizamos o estatuto, investimos na profissionalização, e isto dá credibilidade. Tirando o Comitê (de Gestão), toda estrutura é composta por profissionais do mercado – disse.

O anúncio das chapas que concorrerão na eleição deve ser feito apenas próximo à Copa do Mundo, e a expectativa é de esta seja mais acirrada do que a de 2011, quando Laor venceu com 87% dos votos.

– Este é o período mais vitorioso após Pelé. Em 2013 remodelamos o clube. Esta gestão contribuiu muito. Quero que a situação faça o sucessor, e preserve tais avanços.

Da oposição, os nomes mais cotados são Fernando Silva (Resgate Santista), Orlando Rollo (Terceira Via Santista), Mohamad Teixeira (Santos Sempre Santos) e Marcelo Teixeira (Santos Sempre Santos).