icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso
12/03/2014
08:12

"A vida é uma competição" e "Jogue duro". Essas duas frases estão tatuadas no antebraço direito de Scott Volkers, técnico do Minas Tênis Clube e agora novo treinador de Cesar Cielo. Se não bastasse, na mão esquerda, ele ainda usa um anel dourado com a forma dos anéis olímpicos. Integrante da comissão técnica da Seleção Brasileira de natação nos Jogos Sul-Americanos do Chile, ele vive a expectativa de começar o trabalho com o campeão mundial e olímpico. E o primeiro encontro pode ser já nessa semana.

- Não conheço ele ainda direito. Tivemos só uma conversa frente a frente. É um grande atleta, tem muitas habilidades. Vou tentar ajudá-lo da melhor maneira. Ele está em um momento da carreira que deseja ter pessoas ao seu lado para ajudá-lo no treino, para criar uma boa atmosfera para a Olimpíada do Rio. Não sei direito toda a história. Estava muito envolvido aqui nos Jogos - declarou.

Australiano e pai de cinco filhos, Volkers está no Brasil faz dois anos. Mora em Belo Horizonte, onde trabalha no Minas Tênis Clube. No fim de janeiro, já tinha integrado a comissão técnica da Seleção Brasileira, em competição na Austrália.

Agora, vai ter em suas mãos uma das maiores apostas de medalhas para o Brasil na Rio-2016. Vale lembrar que nos últimos tempos Cielo vinha sendo treinado pelo americano Scott Goodrich.

- Ele é um grande atleta. Vamos tentar auxiliá-lo para chegar aos objetivos - afirmou.

Vale lembrar que Cielo já participou de um treino no Minas com a supervisão de Volkers. Mas a partir de agora, o trabalho vai ser para valer. O nadador vai ser apresentado na manhã desta quinta-feira, na sede do clube, em Belo Horizonte.

CONFIRA UM BATE-BOLA COM SCOTT VOLKERS:

Como foi a procura do Cesar Cielo pelo Minas?
Scott Volkers: Ele contatou o diretor do Minas e me falaram que ele tinha entrado em contato. Dissemos que temos um grande time. Dissemos que não poderíamos dar treinos sozinhos, somos um time grande. Ele disso ok, ele entendeu. Mas quem sabe é isso o que ele quer. O Minas está empolgado com isso. Tenho certeza que tem muitas pessoas preocupadas com o bem dele. A experiência que ele traz, acho que ele pode ajudar a desenvolver mais pessoas do que a gente ajudá-lo.

Como vai ser o esquema de treinamentos: ele vai ficar mais no Brasil ou vai para o exterior?
SV: Não sei muito ainda. Mas acredito que vai ficar mais no Brasil pelo menos por um período. As únicas viagens serão para competir ou treinar. É o que penso no momento, não tenho muita certeza. Ele pode ele pode não gostar ou pode amar o Minas. Queremos dar o que ele precisa. É um grande atleta, especial para o Brasil. Temos de fazer o melhor para todos no time. Vai ser interessante.

Ele disse que iria parar nos 100m livres. Mas o Brasil tem um grande time de potencial para o 4x100m livres. O que acha disso?
SV: Minha opinião, e é minha opinião, para o Brasil e que é para ele também, é que tem uma possibilidade de se realizar isso. Mas tudo depende do programa e como ele se sente. Gostaria de vê-lo treinando nos 100m livres também. Mas óbvio que o principal objetivo é nos 50m. Mas ele mencionou os revezamentos também, é um bom sinal. Vamos ver. Preciso de tempo para ver como ele treina, o que ele treina. Vamos discutir como ele se sente, ele sabe muita coisa, e ver o que posso encaixar no programa e com outros atletas.

Durante a convesa rapida que tiveram em Belo Horizonte, o que vocês conversaram? Ele fez algum pedido especifico?
SV: Não. Só falamos do treinamento em geral. Passei para ele alguns pensamentos, coisas que eu acredtio na parte técnica. Como disse, ele sabe o que pode fazer. Não vou vou reinventá-lo. Não sei o que ele fez no passado, pode ser que o que eu faço seja diferente. Não é só estalar os dedos. As pessoas no Minas estão empolgadas para quando ele chegar. É muito bom para o clube.

Ele vai competir o Troféu Maria Lenk?
SV: Ele começa na quinta no Minas. Quem sabe já não começamos no fim da semana, vamos ver.

*O repórter viaja a convite do COB