icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
18/04/2014
14:30

O departamento de futebol do São Paulo passará por uma mudança drástica de postura durante a gestão de Carlos Miguel Aidar. Ao menos foi o que prometeu o discurso de Ataíde Gil Guerreiro, novo vice-presidente de futebol do Tricolor. À beira do gramado do Morumbi, o dirigente garantiu ter carta branca de Aidar, rejeitou qualquer interferência de terceiros e prometeu ouvir apenas o técnico Muricy Ramalho.

- Vou me dedicar para fazer o futebol ser campeão de novo. Não tenho mágica  nenhuma para nada. Quem vai comandar todo o processo é o Muricy. Vou sentar com ele na segunda-feira. Ele é que vai dizer o que precisamos para ser campeão brasileiro. Uma coisa só que não abro mão: autoridade. Não aceito ninguém dando palpite dentro do futebol. No futebol, a partir de hoje, só quem manda sou eu.

Ataíde afirma que aceitou o convite porque ouviu garantias de Aidar por autonomia total no departamento de futebol - o presidente será consultado apenas para grandes contratações. Ao mesmo tempo, prometeu não interferir no trabalho de Muricy Ramalho, mas lembrou ao técnico que, cumpridos os pedidos para reforçar o elenco, passará a cobrar resultados no gramado. A postura foi elogiada pelo treinador.

- Eles estão conhecendo como é nosso dia a dia, porque cada um tem uma maneira de pensar. Eu também sou fácil de tratar, ele me conhece. Não preciso falar isso (se quero reforços). As pessoas que estão no futebol sabem que, para ganha Brasileiro, não precisa só de um time, mas de um plantel - afirmou Muricy.

Se a postura será diferente da apresentada pelo corpo diretivo que era comandado por João Paulo de Jesus Lopes na gestão de Juvenal Juvêncio, os subordinados de Ataíde Gil Guerreiro serão os mesmos do agora vice-presidente de administração. Rubens Moreno segue como diretor de futebol, Gustavo Oliveira como gerente executivo e José Carlos dos Santos como gerente de futebol.

- A primeira coisa que vamos fazer é estabelecer um organograma, ver a função de cada um, e depois vamos discutir o que fazer. Se houver necessidade de mudança, vou fazer. Mas, primeiro, quero conhecer. Vou fazer um diagnóstico. Depois, se houver necessidade de mudança, eu farei.  A única coisa é que vou usar muito o Gustavo para fazer negociações - declarou Ataíde.