icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso e Rafael Sandrão
24/11/2013
09:23

Nico Rosberg? Fernando Alonso? Mark Webber? Afinal, quem pode ultrapassar o pole position Sebastian Vettel e liderar pelo menos uma volta no GP do Brasil neste domingo, em Interlagos? Bom, se forem repetidos os cenários das últimas provas em Interlagos e da atual temporada, apenas Bernd Maylander, o piloto do Safety Car.

Em um fim de semana com muita chuva em São Paulo, é quase certa a entrada do carro de segurança durante a disputa. Afinal, a previsão é de mais chuva para hoje. Se não bastasse, nas últimas dez edições da prova no Brasil, em sete ele esteve presente por conta de uma batida ou condições climáticas adversas.

– É uma das pistas em que fico mais ocupado e onde tenho mais trabalho. Acontece aqui, em Montreal (CAN) e em Mônaco. São os locais onde mais tive de ir para pista. Seria bom não entrar na pista neste domingo, mas com esta condição tem grande chance disso acontecer. Mas é melhor não. Tenho um voo cedo para casa – disse Maylander ao LANCE!Net.

Aos 42 anos, o alemão nesse cargo na Fórmula 1 desde 2000. Antes de entrar na categoria, ele correu profissionamente em campeonatos de corridas de longa duração.

Durante a classficação no sábado, Maylander já teve trabalho. Entre a segunda e a terceira parte, entrou em cena para avaliar as condições da pista. E quem imagina que ele anda devagar, está muito enganado.

– Parece um pouco devagar na televisão, tem razão. Mas o safety car é muito rápido. Parece devagar, mas chego a 250 km/h. Comparado à F-1 vai ser devagar mesmo – disse.

Neste domingo, o piloto espera não ter tanto trabalho. Mas é difícil imaginar isso.

NA PISTA

Com safety car
Das últimas dez edições do GP do Brasil, o safety car entrou na pista em sete (2003, 2005, 2006, 2008, 2009, 2010 e 2012) por acidentes ou pelas condições climáticas. Anoo passado, a prova terminou com o carro de segurança.

Dessa vez, não
Nas últimas dez provas no Brasil, em três não foi necessária a entrada do carro de segurança: 2002, 2007 e 2011.

Acidente
Em 2002, durante o warm up, o safety car entrou na pista para dar assistência para o brasileiro Enrique Bernoldi. O alemão Nick Heidfeld não viu o carro de segurança e bateu na porta do motorista. Alex Dias Ribeiro era o piloto na época. Ninguém se feriu.

CONFIRA UM BATE-BOLA COM BERND MAYLANDER, PILOTO DO SAFETY CAR:

LANCE!Net: O GP do Brasil é um dos que você mais trabalha. O que você acha desse circuito e da corrida?
Bernd Maylander: Vimos muitas corridas apertadas e espectaulares aqui, seja em pista molhada ou em pista seca. Me lembro do ano que o Felipe (Massa) quase foi campeão mundial. É verdade que o safety car foi lançado muitas vezes é parte característica dessa prova e das condições. Já vimos grandes batidas aqui, mas os pilotos sempre estiveram bem. Neste domingo, também pode ser assim. Mas ficaria feliz se não tivesse de dirigir.

L!Net: Como é sua preparação?
BM: Temos um sistema especial, começamos na quinta-feira. Tenho teste da pista às 15 horas para ajustar o carro, o sistema de comunicação. Conheço todas as pistas, mas sempre é bom dar voltas para ficar envolvido e aprender um pouco mais. Todos os dias fazemos pequenos testes. Nas corridas, você nunca sabe o que vai acontecer. Tem de estar sempre preparado. As melhores corridas são as que não têm incidentes.

QUEM É:
O carro: 571-HP Mercedes-Benz SLS AMG

Na categoria: Desde 1996, é produzido pela Mercedez-Benz

Características: Motor V8, de 6,3 litros, com transmissão de sete marchas

QUEM É:
Nome: Bernd Maylander

Nascimento: 29/5/1971, em Waiblingen (ALE)

Carreira: Correu provas de longa duração de 1995 a 1998, e de 2001 a 2004. Dirige o safety car na F-1 desde 2000.