icons.title signature.placeholder Fábio Aleixo
25/04/2014
08:00

Bruno Fratus voltou a sorrir e mostrar dentro da água que é um dos atletas mais rápidos do planeta, ao anotar na tarde de quarta-feira a segunda melhor marca da temporada nos 50m livre. Na final do Troféu Maria Lenk, em São Paulo, fez 21s45, ficando atrás apenas de Cesar Cielo, com 21s39.

A explicação para a retomada após um 2013 a ser esquecido foi a mudança para os Estados Unidos, no início do ano. Lá, passou a treinar na Universidade de Auburn sob o comando de Brett Hawke, o australiano que guiou Cielo ao topo entre os anos de 2006 e 2010.

– Fui para lá para nadar mais rápido, e consegui. Fui atrás de uma melhor qualidade de vida e também achei. Me adaptei bem, todo mundo lá é incrível – disse Fratus, que não conseguia resultado tão expressivo desde 2012, quando ficou com a quarta colocação nos 50m livre na Olimpíada.

No ano passado, Fratus perdeu o Mundial de Barcelona (ESP) pois teve de passar por uma cirurgia no ombro direito. Além disso, não se adaptou aos treinos que fez na Itália sob o comando de Arilson Soares.

A mudança para Auburn ocorreu após uma conversa com Hawke, que fez uma exigência. Fratus precisaria voltar a se dedicar aos 100m livre, prova na qual competirá no sábado no Maria Lenk e terá mais uma vez Cielo como o principal adversário.

– Foi uma condição imposta pelo Brett. Nos últimos anos, esqueci esta prova completamente. Agora, estou trabalhando e visualizando bons resultados – afirmou o nadador, que representa o Pinheiros.

Apesar de treinar em Auburn e competir nos 50m livre, Fratus quer evitar comparações com Cielo.

– Não foi só o Cesar que nadou rápido lá. Em Auburn, tem uma parede com mais de 1.200 nomes e, destes, uma dezena ganhou medalhas em Mundiais e Olimpíadas. Cesar é uma grande referência, mas não a única.