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02/04/2014
15:48

Em comunicado oficial emitido nesta quarta-feira, o Barcelona se defendeu da punição imposta pela Fifa. O clube confirmou que irá apresentar recurso, e submeterá a resolução do mesmo à revisão do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). O Barça foi punido com o impedimento de contratar jogadores, pelas próximas duas janelas de transferências, por ter contratado jogadores menores de 18 anos.

O Barcelona se defende alegando que a norma da Fifa se aplica a clubes que não têm como finalidade a proteção de menores, e que os incorporam sem garantir os direitos de formação e atenção. Pontos que o Barça garante cumprir em seu modelo conhecido como "La Masía".

Segundo o Barcelona, o seu modelo de categorias de base contempla programas de formação educativa, alojamento, assistência médica e atenção às necessidades dos menores. O clube também garante que dá total atenção às famílias dos jovens jogadores.

Além disso, o Barcelona irá tomar medidas cautelares para preservar os direitos do clube na questão da incorporação de jogadores que já estão negociados. Nestes casos se enquadram o goleiro alemão Ter Stegen e o meia croata Halilovic.

Veja a nota oficial:

A raiz da sanção imposta pela Comissão Disciplinar da Fifa ao FC Barcelona (FCB) por infrações relacionadas com a transferência e inscrição de jogadores menores de 18 anos, o FCB quer destacar que:

1) Segundo o comunicado oficial da Fifa, a Real Federação Espanhola de Futebol também foi sancionada por inscrições internacionais de menores.

2) A norma supostamente infringida tem como finalidade a proteção de menores ante as atuações de clubes esportivos que incorporam menores sem garantir os direitos de formação e atenção que o FCB desenvolve no modelo de La Masía.

3) O modelo de La Masía incorpora programas de formação educativa, estadia, manutenção, assistência médica, atenção às necessidades dos menores e planos de desenvolvimento esportivo. O FCB forma pessoas antes que esportistas, questão que não foi considerada pela Fifa, que aplica um critério sancionador ignorando a função educativa de nosso programa de formação.

4) Todos os jogadores do FCB sempre tiveram em ordem suas licenças federativas seguindo as exigências das federações correspondentes. Todos eles e em todo momento.

5) Alguns dos jogdores afetados pelo expediente da Fifa foram inclusive convocados pela Federação Catalã de Futebol para participar dos campeonatos autônomos com a Seleção Catalã.

6) Desde que se abriu o expediente da Fifa, as licenças federativas dos jogadores foram retiradas e estes não voltaram a participar de jogos oficiais. Assim pois, em nenhum caso se produziu alguma participação esportiva não regulamentar de nenhum deles.

7) O FC Barcelona não incumpriu nenhuma legislação civil e todos os menores que desfrutam de seu centro formativo são residentes legais no país.

8) Os jogadores que por ordem da Fifa tiveram anuladas as suas licenças federativas tiveram a opção de continuar no clube, que mantém com eles seu compromisso de velar por sua formação educativa, com o objetivo de que não sofram prejuízos sociais, apesar de não poder jogar.

9) Nenhum jogador do FCB está em situação administrativa irregular.

10) O FCB demonstrou à Fifa há muito tempo e em diferentes âmbitos, a necessidade de revisar os regulamentos que pretendem proteger os menores, a fim de fazer esta proteção mais eficaz.

11) O modelo de formação do FCB sempre recebeu o reconhecimento expresso da Fifa, e La Masía sempre foi utilizada como exemplo de boas práticas.

12) Nossos candidatos à Bola de Ouro são um exemplo de reconhecimento da Fifa em nossos processos de formação esportiva.

13) O modelo de formação do FCB ajuda às famílias de muitos jogadores em sua integração e crescimento social.

14) Só na Catalunha, se estima em 15 mil a cifra de jogadores menores de idade inscritos federativamente, que estariam em situação irregular por ter nascido fora da Espanha, segundo os critérios da Fifa em seu expediente sancionador.

Por tudo isso, o FCB apresentará o correspondente recurso de apelação ante a Fifa e em seu caso submeterá a resolução à arbitragem do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Também se solicitarão as oportunas medidas cautelares que preservem os direitos do clube, entre os que estão compreendidos a incorporação de jogadores, durante os períodos de transferência.