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14/03/2014
17:58

Após renunciar ao cargo de presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) nesta sexta-feira, Ary Graça divulgou uma nota de esclarecimento em que afirma serem inverídicas as informações publicadas pelo site da ESPN Brasil nas últimas semanas.

As denúncias apontam  que cartolas ligados a ele teriam recebido R$ 20 milhões provenientes do patrocínio do Banco do Brasil à entidade. Segundo Graça, a CBV nunca pagou comissionamentos pelo contrato.

Ele também reafirma que sua renúncia estava prevista desde dezembro de 2013 e que, portanto, não estaria relacionada à série de denúncias envolvendo sua gestão no vôlei brasileiro.

O dirigente segue como presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

Confira o conteúdo na íntegra

- Durante a sua gestão, a CBV jamais pagou qualquer remuneração a título de intermediação ou comissionamento pelo contrato com o Banco do Brasil. As empresas citadas participaram da negociação pelo lado da CBV e foram responsáveis pela grande elevação de patamar do patrocínio. Os valores que vêm sendo citados são inverídicos, o que pode ser comprovado no sistema contábil da CBV. O valor fica entre 3% e 4% do total do contrato, distribuídos entre todas as empresas envolvidas.

- O balanço da CBV de 2012 foi auditado e aprovado pela Ernest & Young e todos os contratos mencionados foram contabilizados de forma transparente neste período.

- Está correta a informação de que o contrato entre a CBV e o Banco do Brasil foi negociado diretamente entre as partes. Mas é preciso esclarecer que os valores pagos se referem a dois anos de extensas negociações entre a Confederação e o Banco do Brasil para a renovação do contrato até 2017. Trata-se do maior contrato de sua história, excelente para ambas as partes e que viabiliza a continuação do crescimento e sucesso do voleibol brasileiro.

- Como em todos os contratos de vulto, este também requereu uma negociação complexa, com grande prospecção pela CBV no mercado de marketing esportivo brasileiro, contatos com diversos outros patrocinadores e muitas outras negociações conduzidas até que se chegasse ao resultado.

- As informações que vêm sendo divulgadas causam dano irreparável à imagem do voleibol brasileiro, que tem reconhecidamente uma gestão vencedora dentro e fora das quadras. Mais ainda, denigrem sobremaneira e atingem diretamente excelentes profissionais, sérios e competentes.

- A gestão de Ary Graça, que em sua vida profissional atuou em cargos de lideranças em grandes empresas brasileiras, fez com que ele implementasse na CBV, desde o início, uma agressiva política de bonificação em todos os níveis, dentro e fora das quadras. Apenas como exemplo, os atletas das seleções brasileiras receberam nos últimos anos mais de R$ 118 milhões de direitos de imagem e premiações por seu desempenho dentro as quadras.

- Funcionários de todos os níveis da instituição receberam bonificação semestral conforme seu desempenho, chegando a receber 17 (dezessete) salários anuais pelos excelentes trabalhos realizados.

- Cabe esclarecer também que Ary Graça, que já se encontrava licenciado, entregou sua carta de renúncia definitiva em 20/12/2013 ao Presidente Walter Pitombo Laranjeiras e que a mesma somente foi ratificada hoje na Assembleia Geral Ordinária da CBV.