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27/11/2013
19:19

Publicada no início da tarde desta quarta-feira no site oficial da entidade, a nota oficial da CBF sobre as manifestações do Bom Senso FC não agradou aos jogadores envolvidos no movimento. De acordo com o zagueiro do Corinthians Paulo André, a resposta da Confederação Brasileira de Futebol a respeito dos protestos das últimas rodadas "não tem nada de profundo, importante e decisivo".

- Eu cheguei cedo ao treino do Corinthians, logo comecei a trabalhar e vi pouco. Tenho que ver como repercute entre os atletas, mas pelo que eu entendi a nota foi superficial, não resolve nada mais uma vez, e a gente tem que ver o que vai fazer como manifestação. Para mais uma vez chamar atenção e mostrar a todos que infelizmente coisas não estão sendo bem encaminhadas pela CBF, que deveria zelar pelo futebol - afirmou Paulo André, que concordou com o discurso de Rogério Ceni no último fim de semana.

- A CBF continua empurrando com a barriga, como o Rogério disse, e nós seguimos buscando diálogo. Já passou da hora dessas mudanças terem efeito.

A ameaça de greve, segundo o discurso do jogador, que é um dos líderes do movimento, vale já para 2013. Paulo André teme que a CBF veja as férias de fim de ano como uma oportunidade para esfriar os debates sobre o calendário esportivo nacional e encerrar a questão sem uma resposta definitiva. Nas últimas duas rodadas, os jogadores cruzaram os braços e sentaram no gramado no início dos jogos. Para as duas partidas finais do Brasileirão, o zagueiro ainda não sabe o que será feito.

- A gente pensou e anunciou novos protestos desde sempre. Até que não haja posicionamento definitivo, profundo e importante, as manifestações continuarão. Acho que, pela nota que nós lemos hoje, não tem nada de profundo, importante e decisivo. Provavelmente a gente continuará, só tem que ver com a comissão de atletas o que querem fazer - disse Paulo André, que deve trocar mensagens com os outros atletas ainda nesta quarta-feira, para discutir a nota da CBF.

A publicação do site oficial da entidade começa com a alegação de que a CBF já há alguns anos tem tentado promover mudanças no calendário e incentivar os pequenos clubes do futebol brasileiro. Além disso, a carta traz uma enumeração dos pedidos do Bom Senso FC como se eles já fossem práticas comuns do futebol nacional, como no trecho: "decorrendo de norma legal, 30 dias de férias sempre foram concedidas". Pedindo "prudência e sensatez", a carta prevê que os debates sejam reabertos só em 2014.