icons.title signature.placeholder Caio Carrieri
01/04/2014
15:09

Se o Palmeiras perdeu diante do Ituano a chance de se aproximar do primeiro título do centenário, o clube também tem encontrado dificuldades para equilibrar as contas de 2014. O futebol não tem patrocínio master há quase um ano - desde maio do ano passado - e essa conta deve aumentar.

Em reunião do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) na noite desta segunda-feira, o presidente Paulo Nobre relatou que a Caixa Econômica Federal, principal esperança da diretoria em termos de parceria, sinalizou que vai recuar seus investimentos no futebol, o que reduz ainda mais as chances de acordo com o Alviverde.

A diretoria também não conseguiu cumprir o prazo de patrocínio previsto no orçamento da temporada, que estabeleceu para março a entrada de verba oriunda de um parceiro. A intenção inicial era ter R$ 30 milhões no ano com espaços publicitários no uniforme, sendo R$ 20 milhões da região mais nobre do fardamento.

A informação do recuo da Caixa aumenta a preocupação dos conselheiros com as finanças do Palmeiras, que começou a temporada sangrando em R$ 2 milhões. Em janeiro, muito pela primeira parcela da venda de Henrique para o Napoli (ITA), o Palmeiras registrou lucro de R$ 4 milhões. O balanço de fevereiro foi aprovado na segunda com déficit de R$ 6 milhões.

O prejuízo do segundo mês do ano não se refere exatamente ao fluxo de caixa, mas a lançamentos contábeis que incluem variações cambiais, por exemplo.

Ciente da péssima situação financeira do Palmeiras, Nobre já repassou mais de R$ 80 milhões aos cofres do Palestra Itália desde que assumiu a presidência, em janeiro de 2013. O dirigente utiliza do seu prestígio no mercado para tomar empréstimo em seu nome, em condições mais vantajosas que o Verdão, e encaminhar o dinheiro para o clube.

Em entrevista ao LANCE!Net em março, o mandatário apontou esta atitude como o ponto mais negativo da sua administração.

- Eu não gostaria que um dirigente tivesse ajudado financeiramente o Palmeiras. Acho que o Palmeiras teria de ter andado com as próprias pernas. Infelizmente, foi uma necessidade para a roda não parar de rodar. Mas isso era totalmente contrário às ideias do meu plano de governo. Eu tenho que fazer um mea-culpa, porque é uma coisa que eu não planejava, mas infelizmente aconteceu. Nós vamos chegar lá, e o Palmeiras vai se tornar auto-suficiente.