icons.title signature.placeholder Felipe Domingues, Guilherme Cardoso e Luis Fernando Ramos
07/11/2014
14:06

Uma das maiores lendas do automobilismo mundial. Esse é Niki Lauda, tricampeão da Fórmula 1 (1975, 1977 e 1984) e, hoje, presidente não-executivo da equipe Mercedes. Nesta sexta-feira, o ex-piloto esteve no Autódromo de Interlagos e falou com exclusividade ao LANCE!Net, elogiando o ambiente criado em São Paulo.

- Tudo está perfeito, tudo em ordem e tudo funcionando bem - disse, não revelando mais sobre a adaptação de sua equipe às novas condições de pista em Interlagos.

Com o britânico Lewis Hamilton na liderança do campeonato, com 316 pontos, e o alemão Nico Rosberg em segundo, com 292, a briga pelo título Mundial dos pilotos restringiu-se apenas à essas duas figuras. Apostas? Não para Lauda.

- Não me faça essa pergunta louca. Não faço ideia, temos dois pilotos para competir nas próximas duas corridas. A última, em Abu Dhabi, vale pontuação dupla. Tudo que temos de ter certeza na Mercedes é que ambos os carros terminem as corridas - esquivou-se, mas não deixou de emitir sua opinião sobre a última rodada do campeonato, que distribuirá o dobro de pontos ao grid.

- No meu ponto de vista, é uma ideia perfeita do Bernie (Ecclestone). Se você olhar para as estatísticas do esporte, se você tem um contratempo na hora errada, você pode perder o campeonato. Então, isso deve ser levado em conta.

Em crise, a Fórmula 1 já perdeu uma equipe para a próxima temporada, a pequenina Marussia. Além dela, a Caterham deve ser outra a deixar a categoria. Com isso, há rumores no paddock de que a Audi poderia entrar na Fórmula 1, ou quem sabe as equipes maiores correrem com três carros. Para Lauda, a reação deve ser rápida.

- Temos de reagir às perdas dos times. Essa é responsabilidade do Bernie e da CVC (grupo que controla a Fórmula 1). Temos de fazer um novo plano para consertar isso - afirmou.

Neste ano, a única equipe a vencer corridas sem ser a Mercedes, foi a Red Bull, três vezes, com o australiano Daniel Ricciardo. Tirando ele, em 17 provas, foram 14 vitórias das Flechas de Prata. Isso fez com que a mídia e o público passassem a caracterizar a Fórmula 1 como cansativa, ou até mesmo chata.

- Eu não sei porque todos ficam tão chateados. A Mercedes está ganhando há muitos anos, mas pela primeira vez disputa o campeonato. Red Bull, Ferrari, McLaren já ganharam tantas vezes mais. Todos os que dizem que o campeonato está chato estão errados, porque temos dois pilotos lutando até o fim pelo título. E é isso. Esperamos que possamos evoluir nosso carro e motor e seguir assim no próximo ano, se isso vai acontecer, depende de nossos concorrentes - completou.