icons.title signature.placeholder Francisco Loureiro
06/12/2013
11:39

Em entrevista recente para veículos de comunicação do Brasil, Trevor Edwards, presidente mundial da Nike, sinalizou um dos grandes sonhos da empresa.

– Se a Nike fosse um país, com certeza seria o Brasil – afirmou.

A declaração de Trevor representa o interesse da empresa norte-americana em transformar o Brasil no terceiro mercado mundial da marca, atrás dos Estados Unidos e da China. O objetivo é grandioso, mesmo para a fornecedora de materiais esportivos que já patrocina dez das 32 seleções presentes da Copa de 2014, e mantém contrato de US$ 35 milhões anuais (cerca de R$ 60 milhões em 2012, último ano com balanço financeiro da confederação disponível) com a CBF semelhante ao pago às confederações da França, Inglaterra e Holanda.

Para atingir o objetivo, a Nike terá de dobrar sua receita no país nos próximos cinco anos, que atualmente chega a marca de R$ 1 bilhão.

A própria entrada da marca no futebol já tinha como alvo o Brasil, segundo o presidente da empresa.

– Costumamos dizer que quando decidimos tornar a Nike uma marca de futebol, encontramos no Brasil o parceiro ideal – disse Edwards.

Às vésperas da Copa do Mundo de 2014, a Nike não tem medido esforços para se criar uma identificação com o brasileiro e sua seleção. As ações de marketing no Brasil tomaram proporções de espetáculos nacionais. A apresentação da uniforme oficial da Seleção aconteceu no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. O volante Luiz Gustavo, hoje titular de Felipão, só apareceu com a nova camisa canarinha depois da apresentação de astros como Ivete Sangalo, Marcelo D2 e Emicida.

Mundialmente, o futebol brasileiro foi tema da campanha “Ouse ser brasileiro”, uma superprodução da Nike. Neymar, Thiago Silva, Bernard, David Luiz e Paulinho mostraram suas diferentes características dentro de campo. Atualmente, O vídeo já tem mais de 4 milhões de visualizações no Youtube.

Mas a Nike também enfrenta problemas. O principal deles é o preço das camisas. Inviável para a maioria da população (R$ 229), o uniforme pode ser encontrado por preços melhores no exterior do que no país, sem contar a pirataria.