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14/07/2014
15:01

Com o anúncio da saída do Manchester United e o acordo bilionário da Adidas com os Red Devils, a Nike viu a própria influência no maior campeonato nacional do mundo cair consideravelmente. A empresa americana já perdeu o Arsenal para a Puma a partir desta temporada, e sairá também do maior campeão inglês, o United, que estampará a principal concorrente a partir da próxima época.

Junta-se a isso o fim da parceria com o Everton, e os americanos contam apenas com o Manchester City entre os postulantes a título ou vaga na Liga dos Campeões na Inglaterra. Para esta edição do campeonato nacional, apenas duas equipes vestem Nike - além do City, a empresa conta com o recém-promovido Queens Park Rangers.

Além do United, Adidas tem parceria já tradicional com o Chelsea (Foto: Ben Stansall / AFP)

A Adidas toma caminho contrário, mesmo perdendo quatro clubes em relação à edição anterior. Os alemães tem contrato com cinco ingleses, entre eles o Chelsea. Isto sem contar o maior contrato do mundo com os Red Devils, que vale a partir do meio de 2015. A briga, que há poucos anos era equilibrada - com a Nike parceira de United e Arsenal e a Adidas, de Liverpool e Chelsea -, hoje tem o enfraquecimento da empresa americana.

Enfraquecimento que também se explica pelo avanço de marcar menos "nobres", como Puma, Umbro, Warrior (que chegou a ser especulada nos Red Devils) e Macron, que dividem em espaços em clubes, senão grandes, tradicionais do futebol inglês.

A Nike, porém, já adota estratégia para tentar diminuir o prejuízo de imagem, e investe em seleção e jogadores. A marca passou a vestir os Três Leões a partir desta Copa do Mundo para tentar frear a rival, que veste ainda Sunderland, Swansea, West Bromwich e West Ham. Além disso, a gigante americana conta com atletas como Rooney, Wilshere, Sterling, Sturridge, Welbeck e Glen Johnson, que disputaram este Mundial pelo time inglês.

Nike perdeu espaço, mas veste o campeão inglês City (Foto: Andrew Yates/AFP)