icons.title signature.placeholder Caio Carrieri
17/11/2013
09:17

A terceira lei de Newton já diz: toda ação gera uma reação da mesma intensidade. Pelo visto nesse sábado no Sun Life Stadium, em Miami (EUA), a seleção de Honduras, goleada por 5 a 0, faltou às aulas de física. Quem mandou bater em Neymar? Irritado com a dura e violentíssima marcação adversária, o craque deu show para americano ver, com enorme pitada de irreverência para provocar os rivais.

O camisa 10 apanhou mais do que mulher de malandro: levou pisão, carrinhos criminosos e teve o rosto atingido. Protagonizou três cartões amarelos aos hondurenhos. Se o árbitro optasse pelo vermelho na advertência a Palacios, logo no começo, não seria exagero.

Neymar, no entanto, não fugiu da briga. Aplicou lençol e logo na sequência deu lançamento à la Ronaldinho Gaúcho: olhou para um lado, e acionou Bernard, do outro, com extrema precisão. Fintou, enfilerou adversários e só faltou o gol. Serviu o zagueiro Dante em cobrança de falta na lateral da área.

Posicionou-se mais centralizado no meio de campo, mas a pedido de Felipão no começo do jogo, caiu bastante pelos lados e facilmente abriu espaço na defesa adversária.

O termo “piscinero”, versão espanhola do “cai-cai” e como é chamado por adversários do Barcelona, não se encaixou na apresentação de Neymar na Flórida.

Manteve o ritmo mesmo diante de uma seleção frágil e só parou quando apanhou. E muito.

Não desistiu de jogar mesmo com a vaga mais do que garantida na Copa. Foi substituído. Melhor assim. Que ele chegue faminto ao Maracanã, em julho de 2014.

*O repórter viaja a convite da Gillette


Brilhou! Neymar dá show em Miami