icons.title signature.placeholder Marcello Vieira
27/06/2014
07:11

Recuperado de uma cirurgia recente, o meia Wágner concedeu entrevista exclusiva ao LANCE!Net, na manhã da última quinta-feira, no Moacyrzão, em Macaé, onde o Tricolor realiza preparação para a continuidade do Brasileirão e mostrou otimismo com a equipe.

Não poderia ser diferente. Vice-líder do Brasileirão, o Flu pratica um futebol que vem agradando aos torcedores e até mesmo aos atletas. Para o camisa 10, o elenco está em sintonia com a diretoria e impressionado com o técnico Cristovão Borges, espécie de novo paizão.

– Minha vida mudou muito no Fluminense, após a chegada do Cristovão. Ele me transmitiu confiança e me fez crescer – afirma o jogador que, inclusive, credita ao treinador a melhor fase da passagem pelo Tricolor.

Confira abaixo a conversa na íntegra, que abordou expectativas, comparações e objetivos de Wágner no Flu na temporada.

Você fez uma cirurgia antes da pausa no Brasileirão. Como está se sentindo?
Estou um pouco atrás ainda do ideal, porque foram 30 dias parado. Estou sentindo um pouco ainda, mas vou ter o tempo hábil para me preparar bem e chegar no retorno do campeonato com 100% das condições. Vai ser muito bom, pois hoje, após a cirurgia, me sinto uma nova pessoa e pronto para trabalhar.

O grupo do Fluminense tem impressionado positivamente no Brasileirão. É possível buscar o título?
Temos condições de disputar o título. A diretoria está trazendo mais jogadores para a defesa, meio e ataque. Isto deixará o grupo com ainda mais qualidade, e temos de nos preparar, porque o campeonato vai ficar mais difícil. As outras equipes estão começando a estudar a maneira que jogamos. Esta pausa foi muito importante para nós.

Temos visto nesta Copa um futebol mais ofensivo. Você acha que de certa forma o Flu já está praticando este novo futebol mais corajoso?


Wágner garante estar vivendo melhor momento no Flu (Foto: Nelson Perez/ Fluminense F.C)

Estamos praticando um estilo de jogo mais próximo da Copa, sim. Desde que chegou o Cristovão falou que desejava ter um time que atacasse bem e que jogasse de forma compacta. Se o ataque está na frente, a defesa tem de estar no meio e os meias acompanhando esta movimentação durante os jogos.

A impressão que se tem é a de que o Cristovão ganhou o grupo pelo trabalho, mas também pela humildade e carinho com vocês. Pode falar sobre ele?
Minha vida mudou muito no Flu após a chegada do Cristovão. Até jogava, mas começava no banco. Ele chegou e me passou confiança. Me colocou para jogar e acho que, se melhorei, foi muito por causa deste apoio dele. Profissionalmente, tanto para mim quanto para outros jogadores, ele surpreendeu muito porque não o conhecíamos. É humilde, gente como a gente, sabe a forma certa de dar um puxão de orelha e tem uma paciência enorme. Fala a língua do jogador de futebol e isso faz toda a diferença. 

Desde o Abel Braga, ele é um novo paizão?
É um novo paizão como o Abel, sim. Quem chegou aqui depois do Abel, e que tinha um estilo parecido, era o Dorival Júnior. Um cara bacana demais, tranquilo. Mas depois do Abel acho que o Cristovão vem se tornando este paizão que tanto precisamos.

É possível dizer que você vive o melhor momento desde que chegou ao clube?
Sem dúvida, é meu melhor momento. Tive sequências anteriores, mas também acabei me machucando. Vivo um momento mais confiante, acho também que é uma hora na qual a equipe joga bonito, de uma forma muito legal e que a torcida gosta, a imprensa comenta. Nos sentimos satisfeitos também.

Em 2013, você foi bem, mas estava mais isolado no meio. Agora tem o Conca ao lado. Facilita?
Ter o Conca ao lado facilita porque onde jogo tem o Carlinhos pela esquerda e no meio tenho a opção do Conca. Facilita muito. Até mesmo quando o Jean toca a bola, já pode passar, pois, se ele tiver bem colocado, vai achar um passe de uma maneira boa para finalizar ou até mesmo cruzar.

Uma das mudanças é que agora vocês tem o Maracanã ao lado e uma torcida sempre presente com os preços baratos praticados pela diretoria. Qual é a importância deste torcedor?
Como falei, a sintonia da diretoria com o elenco está sendo boa por isso. Eles fazem as promoções, colocam ingressos a R$ 10, trazem a torcida para o nosso lado, desempenhamos um bom futebol e ganhamos o torcedor que lá em cima é primordial. A virada sobre o São Paulo foi algo impressionante, um dos melhores jogos do Brasileiro e uma equipe que deseja ser campeã tem que ter a torcida ao lado, um caldeirão lotado. Você vê que jogamos com um adversário direto que foi o Inter aqui em Macaé, estava lotado, mas não é a nossa casa. Faltou algo que poderia ser a torcida lotando o Maracanã e colocando peso sobre eles. Será primordial para vencermos.