icons.title signature.placeholder Guilherme Abrahão, Marcello Vieira e Rodrigo Lois
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10/07/2013
07:45

O Fluminense está mais próximo de voltar para casa. As negociações com o Consórcio S.A, formado pelas empresas IMX, AEG e  Odebrecht, progrediram consideravelmente e o clube está bem otimista em relação a utilizar o Maracanã após o jogo contra o Vasco, marcado para o próximo dia 21.

Desde que saiu o edital de licitação da administração do estádio, o Fluminense tem negociado para entrar em acordo com o vencedor do processo, independentemente de quem fosse. Mesmo assim, a diretoria foi pega de surpresa pelo anúncio da realização do clássico contra o Vasco no local, no dia 21 de julho – aniversário de 111 anos do clube.

Com a torcida já mobilizada e ansiosa, a expectativa é de grande público nesse dia. Isso seria fundamental para levantar as receitas com bilheteria, catastróficas no Campeonato Carioca (prejuízo nos 19 jogos). Dos cinco piores públicos do Brasileirão, dois foram do Fluminense como mandante. Das cinco menores receitas, idem. As partidas foram contra Criciúma e Goiás, em Macaé.

Aliás, o Moarcyzão é uma das poucas opções do Flu hoje. Se por um lado é uma alternativa barata e de rápido acerto, por outro há vários contras: tempo de viagem grande, deslocamento desgastante e infraestrutura do estádio precária. Além disso, a presença da torcida deixa a desejar.
O fato de não ter onde jogar na cidade do Rio de Janeiro e não saber com muita antecedência onde atuar já foi criticado pelos jogadores e pela comissão técnica.

O objetivo do Fluminense é fazer do Maracanã a casa pelos próximos anos, mandando todos os jogos lá. Além disso, não ter de pagar aluguel pelo uso do estádio. As negociações com o consórcio têm sido conduzidas principalmente pelo presidente Peter Siemsen.

Falta de consulta na licitação incomoda

A formulação do edital de licitação do Maracanã, vencida pelo Consórcio Maracanã S.A, deixou o Fluminense insatisfeito. Isto porque, quando o Governo do Estado do Rio de Janeiro fez o documento, não consultou os clubes envolvidos e interessados em usar o estádio. O diretor executivo geral do Fluminense, Jackson Vasconcellos, admitiu que a falta de consulta aos clubes foi prejudicial.

– A licitação é um contrato de 35 anos. Infelizmente, os clubes não foram ouvidos na preparação do edital e da escritura do estádio. Isto cria uma certa dificuldade – afirmou o dirigente.

O Flu tem sido muito cauteloso na questão do acerto com o consórcio devido à longevidade do contrato. Em meio a uma séria crise financeira, o clube quer garantias de que a utilização do estádio será rentável aos deficitários cofres.

– Precisamos saber exatamente qual será a participação do Fluminense no Maracanã. Uma das coisas em que temos sido muito pontuais é a questão de custos do estádio.

Sem a obrigação de selar acordo

Ao contrário do que se imaginava, o consórcio que venceu a licitação do Maracanã não precisa acertar com dois clubes para ter o contrato validado. A empresa Complexo Maracanã Entretenimento S.A pode abrir mão dessas parcerias que não terá o documento anulado. Isso foi reconhecido pelo governo do estado do Rio de Janeiro.

No contrato, está previsto que a empresa tem de assinar com pelo menos dois dos grandes clubes do Rio um compromisso por 35 anos (prazo da vigência da parceria público-privada).

Porém, a mesma cláusula determina que, se o concessionário desistir da obrigação, ela pode ser anulada. Isso desde que tenha condições de suportar os riscos econômicos sem a ajuda dos clubes. O Consórcio Maracanã S.A precisa pagar 34 parcelas anuais de R$ 5,5 milhões.

O Fluminense está mais próximo de voltar para casa. As negociações com o Consórcio S.A, formado pelas empresas IMX, AEG e  Odebrecht, progrediram consideravelmente e o clube está bem otimista em relação a utilizar o Maracanã após o jogo contra o Vasco, marcado para o próximo dia 21.

Desde que saiu o edital de licitação da administração do estádio, o Fluminense tem negociado para entrar em acordo com o vencedor do processo, independentemente de quem fosse. Mesmo assim, a diretoria foi pega de surpresa pelo anúncio da realização do clássico contra o Vasco no local, no dia 21 de julho – aniversário de 111 anos do clube.

Com a torcida já mobilizada e ansiosa, a expectativa é de grande público nesse dia. Isso seria fundamental para levantar as receitas com bilheteria, catastróficas no Campeonato Carioca (prejuízo nos 19 jogos). Dos cinco piores públicos do Brasileirão, dois foram do Fluminense como mandante. Das cinco menores receitas, idem. As partidas foram contra Criciúma e Goiás, em Macaé.

Aliás, o Moarcyzão é uma das poucas opções do Flu hoje. Se por um lado é uma alternativa barata e de rápido acerto, por outro há vários contras: tempo de viagem grande, deslocamento desgastante e infraestrutura do estádio precária. Além disso, a presença da torcida deixa a desejar.
O fato de não ter onde jogar na cidade do Rio de Janeiro e não saber com muita antecedência onde atuar já foi criticado pelos jogadores e pela comissão técnica.

O objetivo do Fluminense é fazer do Maracanã a casa pelos próximos anos, mandando todos os jogos lá. Além disso, não ter de pagar aluguel pelo uso do estádio. As negociações com o consórcio têm sido conduzidas principalmente pelo presidente Peter Siemsen.

Falta de consulta na licitação incomoda

A formulação do edital de licitação do Maracanã, vencida pelo Consórcio Maracanã S.A, deixou o Fluminense insatisfeito. Isto porque, quando o Governo do Estado do Rio de Janeiro fez o documento, não consultou os clubes envolvidos e interessados em usar o estádio. O diretor executivo geral do Fluminense, Jackson Vasconcellos, admitiu que a falta de consulta aos clubes foi prejudicial.

– A licitação é um contrato de 35 anos. Infelizmente, os clubes não foram ouvidos na preparação do edital e da escritura do estádio. Isto cria uma certa dificuldade – afirmou o dirigente.

O Flu tem sido muito cauteloso na questão do acerto com o consórcio devido à longevidade do contrato. Em meio a uma séria crise financeira, o clube quer garantias de que a utilização do estádio será rentável aos deficitários cofres.

– Precisamos saber exatamente qual será a participação do Fluminense no Maracanã. Uma das coisas em que temos sido muito pontuais é a questão de custos do estádio.

Sem a obrigação de selar acordo

Ao contrário do que se imaginava, o consórcio que venceu a licitação do Maracanã não precisa acertar com dois clubes para ter o contrato validado. A empresa Complexo Maracanã Entretenimento S.A pode abrir mão dessas parcerias que não terá o documento anulado. Isso foi reconhecido pelo governo do estado do Rio de Janeiro.

No contrato, está previsto que a empresa tem de assinar com pelo menos dois dos grandes clubes do Rio um compromisso por 35 anos (prazo da vigência da parceria público-privada).

Porém, a mesma cláusula determina que, se o concessionário desistir da obrigação, ela pode ser anulada. Isso desde que tenha condições de suportar os riscos econômicos sem a ajuda dos clubes. O Consórcio Maracanã S.A precisa pagar 34 parcelas anuais de R$ 5,5 milhões.