icons.title signature.placeholder Alexandre Araújo e Daniel Guimarães
04/07/2014
15:18

Noel Rosa, ainda na década de 1930, perguntava, em composição histórica, “Com que roupa eu vou?”. Talvez, o sambista vascaíno estivesse prevendo uma questão que, muitos anos depois, esquentaria os bastidores de São Januário. O contrato com a fornecedora de material esportivo tem gerado polêmica e até mesmo acusações internas.

Com o fim do contrato com a Penalty no último dia 30, membros da atual diretoria conversam com a Umbro e as tratativas encaminham para um vínculo de três anos e por um valor que renderia aos cofres quantia em uma faixa menor do que o da atual fornecedora.

Insatisfeitos, conselheiros e membros de chapas opositoras pedem que seja feito um contrato apenas até o fim do ano, para que o novo presidente (a eleição acontece no dia 6 de agosto) possa negociar com outras empresas.

Outro ponto que vem gerando descontentamento é a forma como a negociação está sendo levada. Segundo o LANCE! apurou, os conversas vêm sendo encabeçadas por Cristiano Koehler e o departamento de marketing nem sequer vem participando das reuniões.

Opositores da atual gestão afirmam que neste período em que o mandato está próximo de acabar, os interesses pessoais estão prevalecendo em São Januário.

Para piorar a situação, na última reunião do Conselho Deliberativo a questão da nova fornecedora de material esportivo foi votada e, após isso, o presidente Roberto Dinamite havia se comprometido a assinar um novo vínculo até o fim do ano. Algo fora deste molde poderá, inclusive, ser contestado na Justiça.

Diante de todo esse imbróglio, conselheiros sugeriram que o Vasco use, temporariamente, a marca VG, que pertence ao clube e a qual diretorias já recorreram no hiato entre um contrato com uma empresa e outro. Apesar de ser vista como uma das últimas opções, a ideia não é descartada.

A Penalty, que desagrada dirigentes e torcedores, já teria até mesmo os desenhos dos novos uniformes.