icons.title signature.placeholder Daniela Caravaggi
22/06/2014
07:31

A negociação para trazer o meia Kaká de volta ao São Paulo gerou um novo impasse entre a diretoria tricolor e o presidente Carlos Miguel Aidar. Um desconforto entre os dirigentes já havia acontecido no mês passado, quando a volta do zagueiro uruguaio Diego Lugano tinha sido cogitada por Aidar e descartada pelo vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro.

O episódio recente reforça mais uma vez que a diretoria do clube do Morumbi não fala a "mesma língua". Em entrevista ao LANCE!Net na última quinta-feira, durante o jogo entre Uruguai e Inglaterra na Arena Corinthians, Aidar afirmou que o acerto com Kaká estava feito e que agora dependia apenas do Milan, com quem o meia tem contrato, para ele voltar ao clube que o revelou no começo dos anos 2000.

Neste sábado, porém, Ataíde voltou a discordar das declarações do presidente. O dirigente disse ao LANCE!Net que Aidar se precipitou ao anunciar o acerto com o jogador, uma vez que o alto custo do salário continua sendo um empecilho para o clube repatriar Kaká. Ataíde disse que o negócio é complexo e que pendências precisam ser resolvidas.

- O São Paulo não tem condições de pagar o salário. É fora do padrão. Sentei com o pai do Kaká no mesmo dia em que o Aidar estava na Arena Corinthians, e o que temos a oferecer é bem inferior ao que querem. O dono do Orlando City também estava presente na reunião e eles querem encontrar algum clube brasileiro que pague integralmente o salário do jogador durante esses seis meses. Fiz uma proposta até o máximo que podíamos. Embora tenha o interesse de todas as partes, é muito difícil pelo financeiro. Acho que o Aidar entendeu errado o que eu falei. Ainda não existe nada – disse Ataíde, que está preocupado com a repercussão da notícia entre os torcedores.

– Estou muito incomodado. Se não der certo, a torcida vai me criticar assim como fez com o caso do Lugano. Eu vejo isso como fora da realidade – completou.

Embora Ataíde se mostre pessimista, o L! apurou que o Orlando City  já acertou a contratação de Kaká e vê o São Paulo como a melhor opção para empresatar o jogador por no mínimo seis meses, antes do início da MLS, em 2015.