icons.title signature.placeholder Michel Castellar
07/07/2014
14:32

A presidente Dilma Rousseff afirmou no fim da manhã desta segunda-feira que a Copa do Mundo no Brasil não foi prejudicada por causa das obras atrasadas nos estádios ou de infraestrutura. Por uma hora, ela interagiu com internautas, via sua página de relacionamento social, Facebook, do Palácio do Planalto e ainda ressaltou que o pessimismo de muitos se tornou um grnde obstáculo e o sucesso do Mundial é uma resposta aos "urubus".

- Não é verdade que houve brigas políticas que atrasaram as obras da Copa. Não concordo que houve qualquer prejuízo para a Copa do Mundo com obras atrasadas. Não podemos repetir na Olimpíada o indevido pessimismo que houve na preparação da Copa. Isso é algo que devemos aprender. A prefeitura do Rio informa que 60% das obras do Complexo Deodoro estão prontas, restando 40% - escreveu Dilma ao ser questionada pelo L!NET sobre a dificuldade em se tirar uma obra do papel no Brasil e as brigas políticas existentes, que dificultam o entendimento entre os governantes.

Nas várias respostas que concedeu, Dilma destacou que a infraestrutura não foi criada para somente para a Copa do mundo e sobre os projetos não concluídos, destacou que eles serão e ficarão de legado para a população. E citou, como exemplo de melhoria para os brasileiros, os aeroportos que, segundo ela, em 2002, 33 milhões de brasileiros os utilizavam por ano.

Pelas estimativas apresentadas pela presidente, em 2014, 113 milhões de brasileiros têm renda suficiente para usar o avião como meio de transporte. E, por isso, considerou que a expansão dos aeroportos foi feita para receber a Copa, mas, sobretudo, para atender esses milhões de brasileiros que hoje têm renda suficiente para pagar uma passagem de avião porque melhoraram de vida.

- Os estádios são a mesma coisa. O que nós queremos é que a Copa sirva para ampliar a ida aos estádios devido à valorização do atleta, do futebol e dos clubes. Se o craque permanecer no Brasil, porque tem condições de ficar no Brasil, pode ter certeza, Luís, que os estádios vão estar cheios de torcedores. Além disso, em muitas cidades, como Brasilia, por exemplo, eles se tornaram pólos de eventos culturais, de shows e até de casamentos - escreveu Dilma, ao responder o internauta Luís Manuel Araújo.

Dilma comentou também sobre a queda do viaduto em Belo Horizonte, uma das obras do PAC da Mobilidade da Copa do Mundo, que matou duas pessoas. Contou que aguarda a prefeitura de Belo Horizonte enviar o laudo pericial sobre as razões do desabamento para avaliar as responsabilidades e tomar as medidas necessárias sobre o evento classificado por ela de trágico.

Sobre a polêmica do dinheiro investido pelo governo federal nas construção ou nas reformas dos estádios para a Copa do mundo, Dilma voltou a defender a medida. Frisou que todos o empresátimo bancário, feito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será pago e com juros.

- O Brasil, ao emprestar dinheiro para construção dos estádios, não saiu no prejuízo. Primeiro, porque foi empréstimo bancário e sera pago com os devidos juros. Segundo, porque os estádios nos permitiram receber a Copa das Copas e gerar, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas e a Ernst Young, 3,6 milhões de empregos em todo seu ciclo. Terceiro, essas mesmas instituições, afirmam que para cada 1 real de investimento público na Copa, obtém-se R$ 3,4 de investimento privado. Quarto, porque mostramos para o mundo que o Brasil é um país que tem competência e capacidade para organizar, em toda a sua complexidade, uma grande Copa. Isso significa aeroportos, estádios, segurança, transporte público e estrutura de comunicação - escreveu Dilma.

Em relação ao legado deixado pela Copa, a presidente considerou que o maior deles será a renovação da confiança do povo brasieiro no País e na sua capacidade. Para Dilma, a Copa elevou a auto-estima da população e ainda deixou o Brasil preparado para receber qualquer outro tipo de evento esportivo.

- A partir de agora, o Ministério do Esporte tem os requisitos para trazer competições internacionais para o Brasil. Até porque, não há nenhuma competição internacional que tem uma complexidade maior do que a da Copa - salientou a presidente.