icons.title signature.placeholder Carlos Antunes e Jonas Moura
13/02/2015
16:44

Dores nas costas, uma lesão na punho direito e uma apendicite. O bastante para que Rafael Nadal tivesse um 2014 "para esquecer". Prestes a fazer sua estreia no Aberto do Rio, na próxima terça-feira, o tenista número três do ranking da ATP está confiante de que poderá virar a página e reviver um período de tanta saúde quanto foi o ano de 2013.

- É uma parte vital para qualquer esportista. Vivi anos complicados. Em 2012 tive que parar depois de Wimbledon. Ja 2013 foi um ano incrível, pois não tive lesões. Ano passado voltei a ter problemas. Agora, tenho que confirar que meu físico irá me permitir continuar competindo. Se não se está bem fisicamente, não se pode aspirar grandes objetivos - disse o espanhol em coletiva no Jockey Clube, palco do torneio, no Rio de Janeiro.

O problema nas costas ano passado prejudicou Nadal na final do Aberto da Austrália, em que foi derrotado pelo suíço Stanislas Wawrinka. A lesão no punho o impediu de defender os títulos do Aberto dos Estados Unidos e dos Masters 1.000 de Montreal e de Cincinnati. Já a cirurgia para tratar da apendicite colocou um ponto final na temporada do espanhol ainda em outubro, antes das Finais da ATP. Em 2012, Nadal ficou sete meses parado devido a um problema crônico no joelho esquerdo.

- Não sei se estou preparado para ser campeão no Rio ou não. Vamos ver o que vai acontecer. Mas sinto que estou bem fisicamente - garantiu o atleta, que lembrou ainda de alguns "sacrifícios" que teve de fazer para se dedicar ao esporte.

- Desde os 16 anos, procurei sempre me dedicar ao tênis, e às vezes você acaba perdendo momentos de diversão com amigos e famíliares. Mas é como dizem, você tem que sacrificar algumas coisas. 

O adversário de Nadal na estreia do Aberto do Rio será definido no sorteio das chaves deste sábado. A disputa pelo título contará com outros nomes de expressão da modalidade, como os espanhóis Tommy Robredo (17º) e Nicolás Almagro (82º) e italiano Fabio Fognini (26º). No feminino, a italiana Sara Errani (13ª da WTA), vice-campeã de Roland Garros em 2012, e sua conterrânea Roberta Vinci (40ª) são os destaques.