icons.title signature.placeholder RADAR / POOL
17/11/2014
20:13

Ainda faltavam 20 minutos para o fim da partida, mas a torcida do Nacional-URU já entoava sua confiança em uma vitória sobre o Cerro-URU: 'En el fútbol uruguayo, lo más grande es Nacional/Dale campeón". Não era excesso de confiança, e sim uma convicção de que a vitória por 1 a 0, com gol de Diego Arismendi, e o título do Torneio Apertura do Campeonato Uruguaio seria consolidado. O reflexo do que transmite a equipe comandada por Álvaro Gutiérrez no gramado.

Assim, seguiu. Não aconteceram finalizações, nem surpresas. Nem sustos, nem sofrimento. O Nacional venceu pela mínima diferença a equipe albiceleste e foi campeão quando ainda faltavam duas rodadas para o fim da competição. Campeão por demolição, campeão por destruição, sem futebol vistoso, sem brilho. Muito mais na parte estatística do que na qualidade de futebol, para se redimir após dois campeonatos uruguaios em jejum.

O JOGO

O Cerro entrou em campo disposto a fechar todos os espaços defensivos e, além de complicar os "Albos" em uma formação com cinco defensores, tinha o perigo das investidas de Grossmüller. Como em todo o campeonato, o Nacional apostou em sucessivos cruzamentos, em especial de Rodrigo Canosa.

Porém, coube ao veterano Recoba iniciar a jogada do gol. Após o cruzamento, Ivan Alonso fez o pivô para que Diego Arismendi bater de frente aos 29 minutos.

Em vantagem, o Nacional viu o Cerro se lançar ao ataque, com a chegada de Lucas Hernández ao meio de campo. No entanto, a melhor defesa do Torneio Apertura (seis gols sofridos em 13 partidas) comprovada sua solidez, e o Nacional levou muito mais perigo nos contra-ataques. 

Alonso teve duas finalizações salvas por Fuentes. E a vitória do Nacional nunca correu riscos, assim como sua conquista do Torneio Apertura. COm um futebol prático e organizado, sobrou com duas rodadas de antecedência e voltou a se sobressair no Uruguai.