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17/03/2014
18:20

"Vocês vão me desculpar, mas não dá para ficar legal". Assim Muricy Ramalho define sua reação às declarações de Mano Menezes sobre a possível 'entregada' do São Paulo diante do Ituano para prejudicar o Corinthians. Se após a partida o tricolor garantiu entender o nervosismo do colega alvinegro pela eliminação no Campeonato Paulista, nesta segunda-feira a resposta foi muito diferente.

- Como vou passar para os jogadores que tem que entregar. Passei por vários clubes e não me ensinaram, não sei como se pede isso, sinceramente. Sempre cobro demais e do nada vou pedir para entregar? Não dá para admitir essas coisas, é colocar a condição de ser humano de lado. Tem que respeitar. não gostei. Aqui tem profissional. É um absurdo. Mesmo no calor da partida tem que saber, porque está falando de um ser humano, com gente correta e decente. Não foi legal - disparou Muricy à Rádio Globo.

No último domingo, o Corinthians empatou sem gols com o Penapolense e, com a derrota do São Paulo, deu adeus às chances de classificação para as quartas de final. Mano, então, afirmou que cada um teria de lidar com a própria consciência quando fosse dormir e deixou no ar que os tricolores teriam facilitado para o Ituano. Depois, o atacante Romarinho cravou que o rival havia armado o revés.

- Não tem essa de todo mundo santo no futebol, mas tem uns santos, sim. Sou o cara do País que mais dorme bem. Não tem uma vírgula que me atrapalhe, durmo para caramba. Agora parece que é legal ser malandro e fazer coisa errada, mas não sou assim não e nem aceito. Foi uma coisa muito séria que eles falaram e sem ver nosso jogo. O goleiro do Ituano fez duas defesas importantíssimas. Tem que respeitar o Ituano também, se não qualquer resultado vão ficar duvidando - ressaltou.

Muricy demonstrou nunca ter tido uma relação próxima com Mano, algo ainda mais distante com as declarações do final de semana. Segundo o são-paulino, a atitude do corintiano é uma forma de transferir a responsabilidade pela eliminação e fere qualquer objetivo proposto por uma classe que tenta se unir pelo Bom Senso FC e pela Federação Brasileira de Treinadores de Futebol (FBTF), movimentos criados no ano passado para lutar pelos direitos dos profissionais do esporte.

- Ser correto é obrigação de todos. Os jogadores e os treinadores buscam as coisas com o Bom Senso, a Federação dos treinadores e outras associações e de repente vem uma declaração dessa? Para que ter tudo isso então? O negócio é respeitar as pessoas. Nunca dei declaração contra colega. Sei que foi no nervoso da partida, mas deste tipo não dá para falar sem pensar muito. Você coloca em jogo o caráter das pessoas.  Se tivessem ganhado da gente ou do Penapolense estariam na briga, isso é transferir para os outros - sentenciou.