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26/02/2015
01:29

O técnico Muricy Ramalho respirou aliviado após a vitória do São Paulo por 4 a 0 sobre o Danubio, nesta quarta-feira, pela Libertadores. Mas o comandante não deixou de ressaltar os problemas de bastidores por que passou recentemente. Muricy frisou que o clube precisa estar unido para alcançar os objetivos e comentou a visita que recebeu do presidente Carlos Miguel Aidar, no treino de terça-feira.

- Foi numa boa, ele como presidente foi abraçar o técnico dele, porque tem que está com o técnico. Tem umas malas que sei que não estão, mas ele tem de estar. Porque sou o cara de confiança dele. Não tenho problema de ser tirado, falar que não serve, mas se estou aqui, tem de estar comigo - avisou Muricy.

Aidar foi ao CT para afastar os boatos de que estaria insatisfeito com o técnico a ponto de querer demiti-lo. Ele cumpriu o treinador após o treino e trocou rápidas palavras.

O encontro, seguida da vitória são-paulina, alivia o clima de tensão, mas Muricy temeu que o pior pudesse acontecer. Segundo o treinador, os problemas chegaram a atingir o dia a dia dos jogadores no CT. O técnico não cita para quem se dirige no momento de falar dos problemas.


- O mais importante é que continuamos dominando o CT, porque algumas coisas começaram a passar pro elenco, minha preocupação era essa e isso não é legal. As pessoas tem que saber que isso prejudica demais o time - afirmou Muricy, que recebeu o carinho da torcida, com seu nome gritado várias vezes no jogo.

- É sempre assim. A torcida que me trouxe de volta. É muito legal, por isso que sou um cara que trabalho muito duro, o que eu puder fazer lá no clube pela torcida eu faço. É muito legal ouvir isso, é reconhecimento do trabalho da gente, e eu fico contente, por isso que eu faço tudo que há de melhor. E fico triste às vezes porque o futebol ele é coletivo, ele não é individual. E as pessoas tem de estar muito junto, não estamos separados. E esse negócio de eu ganho, ele perde, não aceito - finalizou Muricy.