icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes
13/07/2014
19:23

Um dos símbolos da renovação da Alemanha a partir de 2000 e cria do projeto que remodelou o futebol de base no país, Thomas Müller terminará o segundo Mundial da carreira aos 24 anos com dez gols em 13 partidas acumuladas. A artilharia inédita por dois Mundiais seguidos não foi alcançada na decisão contra a Argentina, neste domingo, mas o moderno meia-atacante termina a Copa não só com os cinco gols anotados até antes da decisão. O camisa 13 também ratifica a aposta certeira da reestruturação que dá aos alemães, com méritos, o título.

É verdade que Müller, plasticamente, não repetiu a atuação mostrada na goleada sobre o Brasil. Apesar de não ter sido brilhante em campo, mais uma vez mostrou a devida disciplina tática alemã dentro do sistema de Joachim Loew.

Aberto pela direita, foi o desafogo do ataque no primeiro tempo. Lucas Biglia cometeu duas entradas mais ríspidas no jogador na tentativa de conter os avanços de Müller às costas de Rojo.

O mesmo ímpeto para criar por aquele setor não foi visto na etapa final simplesmente porque Müller acabou sendo esquecido pelos companheiros. A insistência da Alemanha em atacar a Argentina pelo lado esquerdo, até então, não funcionava como melhor estratégia.

No fim, um outro nome da renovação, Mario Goetze, três anos mais novo que Müller, acabou decidindo o título no Maracanã.

Sem participação direta na conquista, Müller não deve ter a atuação minimizada. Afinal, mais do que retratar a vitória de uma revolução interna, o jogador poderá ainda ir a outros dois Mundiais para buscar novos títulos e tentar pulverizar o recorde de Klose. Seriam mais sete gols para ser o maior goleador da história das Copas. E Müller já mostrou que a missão está perfeitamente ao alcance dele a partir da Rússia, em 2018