icons.title signature.placeholder João Carlos Assumpção
12/04/2014
07:02

Se publicamente Pelé ainda tem feito elogios à Copa do Mundo e à oportunidade de o Brasil receber o torneio, pedindo para a população evitar protestos e manifestações durante o evento, a amigos e assessores o discurso é um pouco diferente. Ele tem se mostrado irritado com a desorganização que marca os preparativos do país para o Mundial e não acha que teremos a Copa das Copas, como gosta de propagandear o governo.

Conta que tem sido cobrado por autoridades estrangeiras nos muitos eventos internacionais de que participa sobre o atraso na entrega dos estádios. Nessas ocasiões, argumenta que isso até faz parte do jogo e da cultura brasileira, mas tem concordado que o país pecou em muitos setores que ficarão aquém do desejado e do prometido em 2007, quando ganhou o direito de sediar a Copa.

Não foi por acaso que no início da semana deu uma cutucada no governo reclamando do estado dos aeroportos brasileiros e também da falta de uma política de turismo, que poderia ter sido criada e capitalizada pela Copa.

Diz ainda que, em Nova York, onde lançou um livro na semana passada, acabou sendo muito questionado sobre os problemas do Brasil para receber o evento. Afirma que tem tentado passar uma imagem positiva do país, mas lamenta que o cenário esteja complicado. E conta que nos Estados Unidos a principal preocupação é com a questão da segurança durante o Mundial, dentro e fora dos estádios.

Já a da Fifa diz que não é só com as arenas e possíveis e prováveis manifestações, mas especialmente em relação a área de energia e telecomunicações, que não teriam recebido dos brasileiros a atenção devida. E lamenta que em pelo menos três estádios (a um amigo citou os do Atlético-PR, Corinthians e Inter) a transmissão de imagens para TV, celular e internet deva ficar aquém do esperado, o que estaria provocando celeuma entre a cúpula da entidade e representantes do governo brasileiro.