icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
29/04/2014
10:06

Em 2013, sua primeira temporada como jogador do Santos, Cícero marcou 24 gols e foi artilheiro isolado do Peixe. Neste ano, o camisa 8 herdou a faixa de capitão do lesionado Edu Dracena e terminou o Campeonato Paulista, novamente, como o principal goleador da equipe, superando os jovens do elenco e também Leandro Damião, que ainda não rendeu o que os R$ 42 milhões envolvidos na compra podiam indicar. Há poucas rodadas, uma mudança tática do técnico Oswaldo de Oliveira colocou Cícero mais perto da área. E o elemento surpresa do Santos desapareceu.

Cícero só estreou na terceira rodada do Paulistão deste ano e fez gol diante do Ituano jogando como armador, à frente de uma dupla de volantes. A receita se repetiu nas rodadas posteriores e só foi alterada quando o ataque emperrou, mas não sem antes Cícero balançar as redes quatro vezes. A partir dos 5 a 0 contra o Bragantino, o Peixe já jogava com Gabriel na armação, e Cícero mais recuado ao lado de Arouca.

– Deixei claro para o Oswaldo que eu jogo onde ele precisar. Se ele me botar de volante eu vou tentar fazer a bola chegar, e se me adiantar eu vou tentar a mesma coisa – justificou Cícero, logo após a primeira mudança, que rendeu frutos com novas goleadas e boas atuações do Peixe na primeira fase do Campeonato Paulista.

Nos últimos jogos, no entanto, o treinador do Peixe voltou a adiantar o camisa 8, que atuou como armador no jogo do vice-estadual e sábado passado, data do empate por 0 a 0 com o Coritiba. Os gols do elemento surpresa, assim como o futebol do Peixe, minguaram, e o próprio Cícero não poupou a equipe de críticas.

– Faltou ter tranquilidade, trabalhar mais a bola para fazer o gol. Pelo futebol que apresentamos, o empate foi um bom resultado – apontou o meia, só mais um dos que reclamou da postura da equipe no confronto.

Cícero não tem mais espaço para vir de trás e já disse que prefere jogar de volante. A marca de zero finalizações sábado talvez queira dizer algo.