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07/11/2014
10:24

O futebol de Santa Catarina ainda está muito distante dos feitos que hoje cercam o mineiro, mas busca algo histórico e significativo: ter cinco times na Série A do Brasileirão de 2015. O primeiro passo veio com o acesso do Joinville à elite após 28 anos. Agora, a missão será manter seus três representantes Primeira Divisão deste ano – Chapecoense, Figueirense e Criciúma – e ver o Avaí seguir o mesmo caminho do JEC na Série B.

Ter novamente três times na elite já seria considerável para o estado que não teve nenhum entre 1998 e 2001, por exemplo. Vislumbrar cinco equipes igualaria o recorde de 1979, quando os times já citados representaram Santa Catarina no Brasileirão conquistado de forma invicta pelo Internacional de Falcão & Cia. Só que, naquela ocasião, eram 94 times. Repetindo tal desempenho, o estado teria 25% dos times da Primeira Divisão de 2015.

– Ter cinco times na Série A é um sonho, manter três não será fácil, mas, no que depender do trabalho dos clubes, da federação, imprensa e o trabalho dos empresários que investem, podemos acreditar – destacou Delfim de Pádua Peixoto Filho, presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), ao LANCE!Net.

E não será nada simples fazer com que essa audaciosa meta seja alcançada. O risco de rebaixamento do Criciúma é de 95%. Chapecoense (23%) e Figueirense (25%) estão fora da zona de descenso, mas ameaçados. Segundo o matemático Tristão Garcia, do site Infobola e integrante da Academia LANCE!, a chance de pelo menos um do trio seja rebaixado é de 56%.

– É o mais provável. Será difícil todos escaparem, pois a chance é de 2% – frisou Tristão.

Já na Série B, o Avaí é o quarto colocado, mas vem em queda livre. A chance de acesso é de 23%.

O Joinville terá concorrência local em 2015? Façam suas apostas.

A SITUAÇÃO DE QUEM QUER A SÉRIE A EM 2015

AVAÍ
É, no momento, o quarto colocado na Série B. Chance de acesso é de 23%, mas time de Geninho vem de quatro derrotas e um empate e pode deixar o G4 com o complemento da 34 rodada da Segundona. Situação ainda é razoável, mas pode ficar complicada.

CHAPECOENSE
Em seu retorno à Série A após 34 anos, o Verdão do Oeste tem 23% de risco de rebaixamento. São dois empates e duas derrotas nos últimos quatro jogos. Campanha no returno é superior à dos rivais Figueirense e Criciúma.

FIGUEIRENSE
Apesar de estar na frente da Chapecoense na tabela da Série A, a chance de rebaixamento do Alvinegro é de 25%. Argel Fucks & Cia. somam uma vitória nos últimos cinco jogos. Time perdeu fôlego no returno (tem apenas a 18 campanha).

CRICIÚMA
"Condenado" à Série B de acordo com Tristão Garcia, o Tigre convive com um risco de queda altíssimo: 95%. São quatro derrotas consecutivas no Brasileirão, a última já sob o comando de Toninho Cecílio, quinto técnico do time em 2014.

O FUTURO DOS CATARINENSES NA SÉRIE A-2014

56%
É a chance, segundo o matemático Tristão Garcia, de pelo menos um dos três representantes catarinenses na Série A deste ano ser rebaixado à Segundona.
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39% 
Essa é a possibilidade de dois dos três times serem rebaixados à Série B do ano que vem.
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3% 
Chance de Chapecoense, Figueirense e Criciúma disputarem juntos a Série B do ano que vem.
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2%
O mais improvável, de acordo com Tristão, é a permanência de Chapecoense, Figueirense e Criciúma na elite para 2015.

COM A PALAVRA

'Futebol catarinense vem crescendo'
Delfim de Pádua Peixoto Filho
Presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), ao LANCE!Net

A nossa intenção é ter cinco times na Série A. É difícil, mas não é impossível. Temos o mesmo número de times do Rio de Janeiro neste ano. Isso precisa ser lembrado. E era para o Joinville ter subido no ano passado. A situação do Criciúma, por exemplo, é difícil, mas precisamos confiar na força do clube. O futebol catarinense vem crescendo. Nesse ano, Santa Catarina só perdeu para São Paulo em termos de Campeonato Brasileiro. Ano passado tivemos um ano de ouro, com o Criciúma ficando (na Série A), Chapecoense e Figueirense subindo. O Joinville também poderia ter subido, mas foi aprendendo com erros e conseguiu o acesso agora. Não podemos definir nada, precisamos que os campeonatos terminem, mas precisamos acreditar que poderemos ter cinco times na Série A.