icons.title signature.placeholder Luis Fernando Coutinho
24/07/2014
09:10

Sem lutar desde fevereiro de 2013, Rogério Minotouro está perto de matar a saudade do octógono mais famoso do mundo. Depois de enfrentar uma série de lesões que o deixaram sem nem poder treinar por seis meses, o brasileiro está de volta e encara Anthony Johnson no UFC: Lawler x Brown, que acontece neste sábado, em San Jose (EUA).

Em entrevista ao LANCE!Net, o baiano analisou o jogo do rival, afirmou que o mesmo o favorece por se tratar de um atleta que gosta da trocação e fez questão de dizer que pretende mostrar que está ainda melhor em seu retorno.

- Acho que é o jogo do Johnson casa bem. Ele é um cara perigoso, soca muito forte, mas acho que esse jogo em pé dele é bom pra mim. Quanto mais ele quiser trocar em pé será melhor. O jogo dele é de muay thai, então ele bate mais aberto. Ele solta alguns jabs, mas a mão de trás fica sempre engatilhada para o cruzado aberto dele. Pra mim é excelente se ele vier assim. Tenho condições de lidar com isso. Podem esperar uma luta bem estratégica. Ele é um adversário duro, e vamos fazer uma grande luta. Vou buscar mais essa vitória. Vamos dar show e quero mostrar o quanto estou melhor nesse retorno - declarou o Nogueira, em conversa por telefone com o L!Net.

Vindo de vitórias contra Tito Ortiz e Rashad Evans, Minotouro terá a chance de emplacar três triunfos consecutivos no Ultimate. Mas se engana quem pensa que o brasileiro já está pensando em disputar o cinturão do atual campeão meio-pesado Jon Jones.

- Acho que temos de analisar de luta a luta. Temos de ver depois dessa luta onde eles vão me colocar no ranking. Acho que essa é uma luta importante. Passando essa luta, ficarei muito bem no ranking, mas não sei a posição certa. Vai ser um passo favorável pra mim rumo aos quatro melhores da categoria - avaliou.

Johnson e Minotouro se enfrentam neste sábado (FOTOS: Divulgação/UFC)

Confira um bate-papo com Rogério Minotouro
Você sentiu que o UFC marcou essa luta como uma pressão para você voltar logo a lutar?
Na verdade não. Acho que se fosse mais tempo seria até pior. Tive três meses para essa preparação. Já vinha treinando há dois meses, só a parte de boxe, mas esse tempo foi adequado para treinar com a minha equipe e fazer uma boa preparação.

Você estava com saudade desse clima de pré-luta?
Muita, né? Esse tempo que fiquei longe foi triste. Não podia treinar por um período. Foram seis meses muito ruins na minha carreira. Ganhei muito peso, cheguei a 108kg, nunca fiquei tão pesado. Mas foi um tempo de reflexão, de ver no que estava errando. Voltei melhor, com mais vontade e treinando bem. Por incrível que pareça, treinei melhor nesse do que nos meus últimos camp's. 

O resultado dessa luta influencia no seu futuro ou você ainda não pensa em aposentadoria?
Estou treinando bem, competindo bem. Tenho muita lenha para queimar ainda pela frente. Estou crescendo a cada dia. Tenho muita coisa para mostrar. Tenho contrato de cinco lutas e vou, com certeza, cumprir o contrato inteiro.