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01/04/2014
21:09

O Ministério do Trabalho fez três exigências a Fast Engenharia, empresa responsável pelas arquibancadas móveis da Arena Corinthians, para liberar a área de instalação das arquibancadas do setor sul que está interditado após a morte do operário Fabio Hamilton da Cruz, ocorrida na manhã do último sábado. O órgão quer implementações de guarda-corpos (grades de proteção), cabos de aço longitudinais (na obra só existem transversais) e um projeto de proteção coletiva (a preferência é por uma rede).

O MT espera um plano de ação da Fast Engenharia até esta quinta-feira para, então, poder liberar a sequência das obras apenas na próxima segunda. Na tarde desta terça-feira, houve uma reunião na sede do Ministério do Trabalho entre representantes do órgão, da Fast Engenharia e da Odebrecht, construtura responsável pelas obras do estádio.

-  Não havia segurança necessária. Não tínhamos vistoriado o local antes do acidente, mas trabalhamos com um volume muito grande de obras. Não podemos estar em todas as obras em todos os momentos - afirmou o superintendente do Ministério do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros.

A Odebrecht, que nesta segunda-feira garantiu não infringir as regras de jornada de trabalho dos operários, isentou-se de culpa pelo ocorrido.

- Estamos muito sensibilizados, mas não nos sentimos responsabilizados. O acidente aconteceu em um trecho da obra que não compete a nós. Foi um fato terrível pela morte, mas não é um assunto nosso - disse Amadeu Tavares, advogado da Odebrecht.

A Fast Engenharia foi contratada pela Ambev para fazer a instalação das arquibancadas, cerca de 20 mil lugares provisórios para atender as exigências da Fifa para a abertura da Copa do Mundo, no dia 12 de junho, entre Brasil e Croácia. Segundo o advogado da empresa, o caso foi uma fatalidade, e não erro de segurança.

- Foi um acidente, uma fatalidade. Vamos trabalhar com fatos: ele tinha cinto de segurança, estava treinado e fez parte da equipe que instalou os outros platôs. Havia mais dois operários na plataforma no momento do acidente, eles estavam conectados e não houve nada com eles - explicou David Rechulski, advogado da Fast Engenharia.