icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
17/12/2013
08:05

A Superintendência Regional do Ministério do Trabalho fará uma reunião até o fim desta semana com a Odebrecht para discutir mudanças na carga de trabalho dos operários da obra na Arena Corinthians. O operador José Walter Joaquim, que trabalhava no dia do desabamento do guindaste que vitimou dois operários, reclamou que teria trabalhado 18 dias seguidos antes da data do acidente. Apesar de a construtora negar esta versão, está disposta a discutir o assunto.

Até o dia 27 de novembro, os trabalhadores podiam fazer até duas horas extras por dia, e o Ministério do Trabalho deseja extinguir essa prática, limitando as jornadas e aumentando o efetivo de operários envolvidos na obra, que tem previsão de entrega para o mês de abril de 2014. O MT reconhece que não é ilegal a prática de horas extras, mas o perigo envolvido no serviço e a sobrecarga motivaram a ação.

O delegado Luiz Antônio da Cruz, do 65º Distrito Policial, já solicitou documentações da Odebrecht e do Ministério do Trabalho a respeito da situação, e um acordo costurado entre as três partes deverá diminuir as muitas reclamações de sindicatos nos últimos dias. A expectativa para a retirada dos destroços do guindaste que desabou é para o dia 15 de janeiro, sendo o mês seguinte a meta para colocação da última peça da cobertura que está faltando.

O QUE FALTA PARA A LIBERAÇÃO DE 5% DA OBRA

Interditados desde a data do acidente, os 5% comprometidos pela queda do guindaste ainda dependem de alguns fatores para serem limpos e a obra reiniciada. Apesar do aval do Instituto de Criminalística e da Defesa Civil, a Odebrecht ainda aguarda um parecer da Subprefeitura de Itaquera para liberar a área. Além disso, o Ministério do Trabalho deve revelar nesta terça-feira o nome da empresa que fará a perícia do guindaste desabado.

Essas informações, somadas ao laudo da "caixa-preta", que está em análise na Alemanha, devem definir os novos rumos da investigação.