icons.title signature.placeholder Jonas Moura
19/11/2013
08:05

Em comum, Minas e Pinheiros marcaram presença em todas as edições da Superliga Feminina de vôlei até hoje. Tradicionais clubes de suas respectivas cidades, eles também se assemelham pelo baixo investimento da atual edição do maior campeonato da modalidade no Brasil. Porém, as realidades das equipes, que se enfrentam nesta terça-feira, às 19h30, na Arena Vivo, em duelo atrasado da primeira rodada da competição, são totalmente opostas.

Enquanto as paulistas acumulam uma invencibilidade de 10 jogos na temporada, considerando Superliga (4 jogos) e Campeonato Paulista (6), a equipe de Belo Horizonte ainda não pôde comemorar o triunfo de um set sequer no nacional. Até o momento, as comandadas de Marco Queiroga foram superadas por 3 sets a 0 por Banana Boat/Praia Clube, Sesi-SP, Vôlei Amil e Molico/Osasco.

Ao mesmo tempo em que reconhece as dificuldades de entrar na disputa com um time muito jovem, com média de idade de 22 anos, o treinador só tem elogios a fazer ao próximo adversário. Afinal, ele já trabalhou com algumas das rivais nas categorias de base da Seleção Brasileira, como a ponteira Samara, vice-campeã mundial juvenil em 2011, e a oposto Andréia, campeã mundial juvenil em 2001.

– Pra mim, não é surpresa nenhuma essa boa campanha do Pinheiros. É um time que conta com jogadoras que, se ainda não são de altíssimo nível, estão se consolidando como algumas das melhores do país – disse o treinador, ao L!Net.

Embora a campanha ruim não agrade à torcida, ela não é encarada com preocupação pelo comandante. Queiroga lembra que essa disparidade entre resultados obtidos por dois times cujos orçamentos estão longe das maiores potências do país se deve a diferenças técnicas e físicas das atletas e ao entrosamento.

Da última temporada para a atual, o Pinheiros manteve a mesma base e contratou poucos reforços. Já o Minas, que perdeu o patrocínio da Usiminas, conta com apenas duas remanescentes no time titular: a ponteira Carla e a levantadora Giovana.

Os reforços da americana Alaina Bergsma e da portorriquenha Lynda Morales foram tentativas de elevar o nível do grupo. Mas Queiroga sabe que ainda é preciso muito para atingir o patamar dos rivais.

– Tivemos pouco tempo para treinar a equipe completa, já que vinhamos tendo alguns problemas de lesão e algumas meninas do juvenil estavam disputando competições da categoria. Mas temos objetivos. Nossa filosofia é a de entrar para vencer – garantiu.