icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes, Maurício Oliveira e Thiago Salata
08/06/2014
18:17

No dia de maior lotação no condomínio anexo à Granja Comary, um menino saltou a grade de cerca de 1,5m que separa a rua do campo e deu um drible nos seguranças quando o treino tinha acabado e os atletas faziam alongamentos. Ele seria retirado, mas Neymar chamou o menino e até bateu fotos com o celular para ele. O craque e outros atletas brincaram com o garoto, chamado Bernardo, que depois deixou o gramado sem maiores transtornos.

Julio Cesar, que autografou até uma taça de campeão do mundo, e David Luiz foram atender os torcedores.

O fim de tarde foi de alvoroço, histeria e correria ao lado do CT da CBF. Teoricamente, apenas moradores têm acesso à Rua Campos, dentro do condomínio, mas seguranças relataram que mais pessoas tiveram acesso. Estima-se mais de 500 presentes.

Julio Cesar passou cerca de uma hora atendendo fãs na grade. Uma menina lhe ofereceu uma réplica da taça da Copa do Mundo, que o goleiro pegou e assinou. Ele autografou camisas, álbuns de figurinha. Paciente, o camisa 12 permitiu que dezenas de crianças, com ajuda dos pais, pulassem a cerca para tirar fotos em seu colo. Houve pedidos de cuidado do goleiro a todo momento, e apreensão dos seguranças com aglomeração: há árvores com espinhos no local.


Julio Cesar: goleiro da Seleção Brasileira distribuiu autógrafos (Ari Ferreira)

Por mais de uma vez, Julio Cesar pediu calma aos mais histéricos. Uma menina foi aos prantos de emoção ao conseguir uma foto com o atleta. Julio parecia ser o único a atender os torcedores até o início da noite, quando David Luiz, antes de subir para o quarto, partiu em direção à grade, em posição mais distante do que à do goleiro, e causou correria. Carros de polícia se deslocaram para evitar maiores problemas.

O zagueiro ficou menos tempo do que Julio Cesar com os fãs, mas atendeu quem conseguiu, na medida do possível. A grade anexa ao campo 2 da Granja já virou "ponto de atendimento" dos atletas na preparação, mas o público ainda não tinha chegado a ser tão grande, fato que gerou preocupação dos seguranças.

Na portaria principal da Granja Comary, cerca de 350 torcedores receberam o ônibus da Seleção Brasileira de manhã com gritos de "ão, ão, ão, libera Felipão". Os treinos do Brasil não são abertos ao público: não há estrutura suficiente.