icons.title signature.placeholder Luís Fernando Ramos
17/04/2014
13:36

Nico Hulkenberg teria tudo para demonstrar felicidade no paddock de Xangai. O piloto da Force India ocupa a terceira posição no Mundial de Pilotos, atrás apenas da dupla da Mercedes, equipe que vem sendo imbatível até aqui. Mas o alemão não esconde um ar de preocupação. Ele é um dos muitos nomes do grid que estão sem receber salários, uma situação cada vez mais comum num momento delicado para a economia dentro e fora do paddock da Fórmula 1.
 
- É um problema que estamos discutindo na Associação dos Pilotos. Não é legal ter isso na categoria que é o topo do esporte a motor. Na imprensa há notícias de uma greve, mas não foi algo que discutimos entre os pilotos. Falamos sobre o problema e queremos soluções, mas greve não é uma possibilidade - assegurou Hulkenberg.
 
Poderia até ser se houvesse uma união da classe. Mas nem todos os pilotos fazem parte da GPDA (Grand Prix Drivers Association - a associação dos pilotos). E mesmo alguns que fazem não se animam para apoiar a causa, afinal estão ganhando em dia e numa boa posição no campeonato. Massa não sofre do problema na Williams, mas garante que apoiaria um movimento de paralisação.
 
- Se todos se juntarem, eu certamente apoiaria uma greve para ajudar nessa situação. Mas é preciso existir essa união, teria que ser algo muito bem feito - ponderou o brasileiro.
 
O assunto vem à tona em meio à discussões acirradas de equipes do pelotão intermediário contra os times de ponta, que bloquearam a ideia da FIA de impor um teto orçamentário na categoria. Massa se une ao discurso dos mais fracos.
 
- É uma questão grave, mostra que há muito o que melhorar na Fórmula 1. Muitas equipes estão sofrendo. Difícil imaginar que na categoria existam pilotos correndo - e se arriscando - sem receber para isso. É triste. É preciso que a FIA e o Bernie Ecclestone ajudem a solucionar esse problema. Que atinge não só pilotos. Há muitas outras pessoas que trabalham nas equipes, como engenheiros, sofrendo com isso.