icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci e Russel Dias
17/07/2014
07:10

Já faz um mês e meio que o Santos não entra em campo, e o torcedor talvez nem lembre, mas aquela equipe que encantou a todos no Paulistão com várias goleadas e média de quase três gols por jogo não apareceu nas nove primeiras rodadas do Brasileirão. Na verdade, toda a eficiência ofensiva parece ter migrado para a defesa do Peixe, tão contestada no passado...

Vazado apenas cinco vezes, o Santos é o time de melhor defesa neste Nacional e lidera também um outro ranking: o de desarmes. Foram 294 bolas roubadas na competição, média de 32 por jogo.

Porém, como aliar a solidez na marcação com um ataque fatal? Não existe uma só resposta, mas o time que o técnico Oswaldo de Oliveira levará a campo nesta quinta, contra o Palmeiras, indica que ele procura a solução no passado. No clássico das 19h30, na Vila Belmiro, ele escalará novamente um trio ofensivo veloz, como nas primeiras partidas do ano.

Sem Thiago Ribeiro e Leandro Damião, machucados, o Peixe terá Rildo, Geuvânio e Gabriel na frente. Correria, movimentação...e marcação para cima do rival.

– Sempre vejo como um todo. O jogador que é atacante tem função defensiva, a nossa busca através do treinamento é que haja essa unidade na equipe, que consiga se defender bem e evitar o adversário. Por outro lado, ser também contundente para marcar os gols. Isso que é o interessante do trabalho, que os jogadores façam bem essa transição, o atacante possa participar da defesa e imediatamente se transformar em atacante. Essa tem sido minha preocupação, e a defesa tem evoluído muito nesse momento – afirmou o técnico Oswaldo de Oliveira.

Neste período sem jogos, o treinador trabalhou isso à exaustão e espera agora obter os resultados, a começar pelo clássico. Para subir na tabela, a meta é uma só: marcar como no início do Brasileiro e atacar como no Paulista. O Santos busca seu ponto de equilíbrio.