icons.title signature.placeholder VINÍCIUS PERAZZINI
29/06/2014
09:01

Sensação da Copa do Mundo após se classificar como líder do Grupo da Morte, a Costa Rica encara neste domingo nas oitavas de final, às 17h, a também surpreendente Grécia, na Arena Pernambuco. E uma bonita história de família está envolvida nos rumos da seleção costarriquenha neste Mundial.

Titular da Costa Rica, o meia Celso Borges é filho do brasileiro Alexandre Guimarães, que, naturalizado, jogou pelos Ticos no Mundial de 1990, primeira e até então única passagem às oitavas do Mundial. Porém, aquele time não avançou às quartas. Agora, Celso (que nasceu na própria Costa Rica) pode bater a marca do pai, que conversou com o LANCE!Net e demonstrou confiança no potencial do time.

- Esses jogadores têm qualidade e bagagem, os acompanho há tempo. Muitos já jogaram Liga dos Campeões, Liga Europa, Mundial Sub-20. Os resultados (vitórias contra Uruguai e Itália; e empate diante da Inglaterra), é claro, foram surpresas, mas o bom desempenho não me surpreende - disse Alexandre, que também dirigiu a Costa Rica nas Copas de 2002 e 2006.

Alexandre tem seguido os passos do filho, de cidade em cidade, em todos os jogos. Na condição de torcedor privilegiado, o técnico destacou toda a paixão do país por futebol e pela Copa do Mundo:

- Teve gente se endividando para vir ao Brasil. Tenho ouvido muitas histórias. Não consigo contar em detalhes, mas eu fico escutando as loucuras e penso: esses caras são mesmo apaixonados pela seleção.

E até onde esse time vai? Alexandre Guimarães não vê limites:

- A seleção pode chegar até onde o sonho dela for. E todos acreditam que podem seguir avançando.

BATE-BOLA COM ALEXANDRE GUIMARÃES

1. Esta é a quarta Copa de Costa Rica e a segunda ida às oitavas. Qual é a contribuição do time atual para a história do futebol no país?

O que esse time fez na primeira fase já entrou para a história das Copas, mas eles podem ir mais longe. Ganhar de dois campeões mundiais foi extraordinário, um feito e tanto para um país de 4 milhões de pessoas e que tem um número reduzido de jogadores profissionais.

2. Você tem conseguido conversar com seu filho antes das partidas?

O treinador libera as noites antes dos jogos para que os jogadores conversem com suas famílias. Nós passamos hotel e sempre ficamos falando por duas horas. Não tocamos no assunto futebol. Falamos sobre nossa família, os amigos dele e até fofocas. Porém, não é hora para ficar enchendo a cabeça dele com futebol.

3. Hoje em dia, Celso Borges defende o AIK (Suécia). Aos 26 anos e com esse destaque na Copa, ele pode se transferir para outro clube?

Depois da Copa, vamos nos reunir com o empresário dele. No momento, Celso só está pensando na Copa do Mundo.

4. E sobre você, qual clube ou seleção está nos seus planos?

Saí do Tianjin Teda (China) agora e tirei esse tempo para a Copa. Após o Mundial, situações no Golfo, na Ásia e no Brasil estão em pauta.