icons.title signature.placeholder Ivo Felipe
10/12/2013
16:33

Testada e aprovada. A Seleção Brasileira feminina de handebol passou nesta terça-feira pelo seu maior teste até aqui no Mundial da modalidade, que ocorre na Sérvia. Em Nis (SER), contra as donas da casa, a equipe dirigida por Morten Soubak fez 25-23 e manteve-se com 100% de aproveitamento na competição: são três jogos e três vitórias.

Nem mesmo a pressão dos cerca de 4 mil espectadores intimidou o time verde e amarelo. Destaque maior ainda para Mayssa. A goleira da Seleção iniciou o confronto no banco, por conta de um corte sofrido na mão direita na véspera do duelo desta terça. Ainda na etapa inicial, entrou no lugar de Bárbara e foi a maior responsável por manter o Brasil à frente no marcador.

Somente na primeira etapa, Mayssa foi responsável por defender seis dos oito chutes tentados em direção à sua meta - aproveitamento de 75%. Para efeito comparativo, Bárbara havia evitado apenas um dos dez tiros que foram ao gol antes de Mayssa entrar.

A Seleção volta à quadra já nesta quarta-feira, às 12h45 (de Brasília), para enfrentar a seleção japonesa. As nipônicas também jogaram nesta terça em Nis, e bateram a seleção da China por 33 a 27 - esta foi a única vitória das asiáticas até aqui na competição.

Vale lembrar que a Seleção já assegurou a sua classificação para a fase de oitavas de final do Mundial. Os quatro primeiros de cada grupo avançam, e o time não pode mais ficar fora da zona dos classificados.

O JOGO

Como esperado, o barulho e a pressão da torcida sérvia trouxeram o nervosismo à tona no início do duelo. A cada ataque brasileiro, vaias. A cada acerto sérvio, muita vibração vinda da arquibancada da Arena Hala Cair.

O Brasil iniciou o duelo na frente. Alexandra Nascimento chamou a maioria dos ataques verde e amarelos e o time logo estabeleceu uma vantagem de dois gols sobre as sérvias.

Aos dez minutos, a Seleção sofreu talvez o seu momento de maior perigo no campeonato. Comandadas pela central Damnjanovic, a Sérvia empatou o marcador em 5 a 5 e, em seguida, abriu 7 a 5. O técnico Morten Soubak teve de pedir tempo.

No retorno, os nervos da Seleção voltaram ao lugar e o time reassumiu o controle do marcador. A defesa, contudo, não conseguia manter as europeias distantes. Aos 15 minutos, o técnico dinamarquês optou pela substituição que deu maior segurança à Seleção: a entrada de Mayssa no lugar de Bárbara.

A nordestina foi o grande destaque da etapa inicial. Ela fez seis defesas com alto grau de dificuldade e fez com que o Brasil fosse para o intervalo com três gols de vantagem: 14 a 11.

A tônica dos últimos 30 minutos foi idêntica. A Seleção manteve-se à frente no marcador durante toda a etapa, mas sempre sob a grande pressão da torcida sérvia.

Para tentar alterar o panorama da partida, o técnico sérvio Sasa Boškovic colocou no banco de reservas a principal referência do handebol local: Andrea Lekic. Ela não entrou em momento algum e assistiu do banco o resto do encontro.

A pressão tornou-se ainda maior, mas Mayssa seguiu com o seu show à parte. Quando o marcador anotava 21 a 19 para as brasileiras, ela foi responsável por duas defesas seguidas, em tiros sem marcação das jogadoras locais.

O pior momento da Seleção no segundo tempo ocorreu aos 21 minutos. Com vantagem em 21 a 20 no marcador, Duda Amorim cometeu falta e teve de ficar dois minutos fora. As sérvias se aproveitaram e conseguiram empatar o duelo. Novo tempo pedido por Morten Soubak, e o Brasil conseguiu resistir outra vez à "blitz" sérvia.

Aos 24, Ana Paula recolocou o Brasil à frente no marcador: 22 a 21, já em igualdade númerica em quadra. Novo empate sérvio, e Ana Paula cobrou sete metros sofrido por Dani Piedade para fazer 23 a 22, a três minutos do fim. Alê Nascimento, na sequência, colocou a vantagem em dois gols.

Coube a Mayssa o lance que definiu o jogo: com 25 a 23 para o Brasil, ela ficou frente a frente com a sérvia Sanja Damnjanovic a um minuto do fim. Mayssa cresceu, como fez em todo o jogo, e forçou o erro da rival. Fim de jogo, vitória brasileira.