icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
13/02/2015
23:07

O Aberto do Brasil provocou algumas polêmicas. Mas nenhuma delas foi tão grande quanto as críticas à torcida. O eslovaco Martin Klizan (38º) que enfrentou tanto Thomaz Bellucci (64º) quanto João Souza (110º) foi um dos que mais se irritou com o público, inclusive retrucando com provocações de dentro da quadra. Porém, nessa sexta-feira, que sentiu na pela foi o argentino Leonardo Mayer (30º).

O tenista enfrentou Feijão pelas quartas de final da competição e foi vaiado, xingado, atrapalhado... A torcida no Ibirapuera (SP) precisou ser contida por diversas vezes pela arbitragem do jogo e, no fim, o argentino saiu de quadra derrotado e, por que não, amargurado.

- Em nenhum outro lugar no mundo a torcida é tão desrespeitosa quanto aqui. Que bom que são apenas dois torneios e depois não precisamos mais voltar para cá - disse, em entrevista à ESPN Brasil, na saída de quadra.

Para Feijão, porém, o clima foi exatamente o que se encontra em diversos outros torneios no mundo. O brasileiro disse que, certamente, se enfrentasse o argentino na casa rival, receberia o mesmo tratamento. Pois esse duelo pode ocorrer logo em março, pela Copa Davis, quando o Brasil enfrenta a Argentina em Buenos Aires.

- Não tenho nada a dizer do Mayer, mas se vocês forem para outros lugares, vão ver que ninguém fica só batendo palminha. Você está em um ginásio fechado, barulho maior, contra um tenista da casa... O Klizan entrou mais na pilha que o Mayer. Mas, se o Brasil tem a pior (torcida) ou não, não acho. Ele queria o quê? A torcida do lado dele? Acha que na Argentina, contra ele, não vão aplaudir meu erro? Duvido - comentou Feijão, mas Mayer acha que sim:

- Gostaria sim de enfrentar o Feijão na Argentina, pela Copa Davis. Pelo menos o público lá é mais educado e entende do esporte. Aqui há muita gente que não entende de tênis - completou Mayer.