icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
13/07/2014
10:19

A campanha decepcionante da Seleção Brasileira já estava anunciada desde a abordagem da comissão técnica sobre a disputa de uma Copa do Mundo em casa. Ao dizer que o Brasil “estava com a mão na taça”, a responsabilidade sobre estes jogadores ficou ainda maior.

Em um grupo basicamente formado por atletas jovens e com talento restrito a Neymar, voltar as atenções para o privilégio de vencer um Mundial no Brasil e guardar o nome na história seria o ideal. Com este pensamento, em 1994 nós conseguimos amenizar o peso de trazer o título depois de um jejum de 24 anos do Brasil e voltamos do Mundial dos Estados Unidos com o título. O desequilíbrio emocional (inclusive nas vitórias) ficou mais acentuado com os erros táticos.


Contra a Holanda, as linhas táticas estavam muito espalhadas em campo. Tomamos um gol no qual tínhamos quatro marcadores contra dois holandeses, porque todos ficaram olhando para a bola. Isto não pode acontecer em uma seleção que tem aquela que é considerada a melhor dupla de zaga do mundo.


O Brasil também confundiu pressa com rapidez, e abusamos dos chutões. É triste ver tamanha dificuldade para chegar ao gol. A maioria das vezes foi através de lances de bola parada (em algumas, graças a defensores). Perdemos a alegria e a tranquilidade na troca de passes que tanto era nossa característica. A dependência excessiva de Neymar e a ausência dele nas duas últimas partidas ainda mostraram o quanto esta geração carece de talento.


Agora, cabe a cada jogador saber dar a volta por cima. A maior prova é o Dunga, que foi crucificado em 1990 e quatro anos depois depois se tornou capitão do tetra.

Até o Mundial de 2018, teremos um trabalho árduo pela frente. Saímos desta Copa muito machucados, e a Seleção Brasileira terá de recuperar sua autoestima. Não creio que seja hora de caça às bruxas, mas de encontrarmos uma oportunidade para rever a forma de trabalhos nos clubes e nos conceitos da CBF. Assim, poderemos fazer uma reestruturação completa de todo o nosso futebol.