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24/06/2014
09:53

Não posso negar que um dos motivos que mais me emocionaram na vitória do Brasil foi rever a camisa 5, com a qual joguei em 1994, fazendo a diferença em grande estilo 20 anos depois. A entrada de Fernandinho contra Camarões ajudou a equipe a ficar ainda mais sólida no meio de campo e, ao mesmo tempo, nos ajudou a ter mais oportunidades.

Não que o Paulinho seja um mau jogador. Acho louvável que o Felipão tenha dado novo voto de confiança aos jogadores que ele considera os seus titulares. Mas ele não estava participativo, o que obrigava o Brasil abusar das ligações diretas entre o meio e o ataque na etapa inicial.

A evolução no segundo tempo foi claríssima, principalmente porque tivemos cabeça fria e coração quente. Antes, os jogadores estavam intranquilos pela necessidade da vitória e, com alguns nomes também abaixo de seus rendimentos, a equipe não esteve bem.

Neste momento de desajuste, vimos o quanto prescindimos do Neymar. Apesar da juventude, ele novamente assumiu a responsabilidade de conduzir a Seleção Brasileira e nos deu o rumo da vitória. Também ficou claro que ele precisará ter muita calma diante das provocações, porque o risco de cartão amarelo será constante.

O gol que o Fred marcou também foi importantíssimo. O camisa 9 precisava chegar com esta confiança ao mata-mata, pois um momento de oportunismo dele será crucial em um momento de desafogo.

Com o Brasil chegando às oitavas de final, mais do que nunca os jogadores têm de se empenhar para ter erro zero. Também é importante manter variações táticas como as mostradas ontem, quando o Hulk saiu para a entrada do Ramires. Isto pode confundir os adversários e mudar o rumo de uma partida.

Porém, embora eu ache que o Brasil conseguiu um desempenho superior ao jogo contra o México, acredito que Luiz Felipe Scolari ainda precisa fazer alguns ajustes.

Falta uma presença maior dos laterais no apoio ao ataque. Não sei se foi por alguma indicação do Luiz Felipe Scolari, mas ontem o Daniel Alves e o Marcelo não subiram com tanta intensidade – tanto que o gol do Fred contra Camarões veio em um cruzamento do David Luiz.

Oscar, que tem um bom futebol, precisam mais do que nunca assumir o protagonismo, pois é importante ofensivamente para o Brasil. É hora de ele comprovar que foi para a Copa do Mundo com gana de título, e não para render facilmente a uma intranquilidade.

Teremos pela frente o Chile, que é um adversário dificílimo, pois é competente sem ser agressivo, e já mostrou sua força ao eliminar a Espanha na primeira fase. A Copa do Mundo já mostrou muitos favoritos sendo surpreendidos, o que redobra a responsabilidade e a atenção do Brasil.
Além de aplaudir a evolução em campo, quero também destacar a maneira como as torcidas estão fazendo festa em jogos do Brasil. Dá gosto de ver torcedores de vários times se unindo, em harmonia. Tomara que a Copa seja um caminho para a paz nos estádios no Campeonato Brasileiro e nos regionais.