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05/07/2014
09:17

E justo após o jogo no qual o Brasil teve mais segurança emocional em toda sua Copa, sofreu este duro golpe de perder o Neymar. A situação fica mais preocupante porque, entre os convocados, não temos um jogador com a mesma qualidade e alegria do camisa 10.


Os dias que antecederão a semifinal com a Alemanha serão mais decisivos para Luiz Felipe Scolari. Mais do que escolher um substituto, ele precisará equilibrar a equipe para não sentir muito a ausência da capacidade de velocidade e de finalização que Neymar tem.

Teremos pela frente uma semifinal muito dura. A Alemanha traz Müller, Götze e é o momento de se superar nesta final antecipada, que se tornou uma prova de fogo ainda maior com a ausência de Neymar.

Creio que para a preparação da Seleção Brasileira, o ideal seja mudar o enfoque da pressão que caiu sobre os jogadores. Em vez de bater na tecla da responsabilidade de vencer a Copa do Mundo em casa, Felipão precisa ressaltar a cada jogador a importância que será gravar o nome em uma conquista histórica, e tendo vencido um forte rival também na semifinal.


Afinal, disputar uma semifinal de Mundial em território brasileiro contra outra seleção fantástica como a Alemanha, é um grande privilégio para um atleta.

O Brasil deve evitar ao máximo perder a confiança que conseguiu ter contra a Colômbia. A evolução psicológica ficou visível no meio de campo. Em vez dos chutões que ocorreram em algumas partidas, a equipe de Luiz Felipe Scolari procurou tocar a bola com tranquilidade, e contou com a grande partida de Fernandinho ao lado de Paulinho. Oscar também apareceu bem.

E, no momento certo, a Seleção resolveu suas dificuldades no lado direito. A entrada de Maicon ajudou na marcação e deu constante apoio no ataque. A criação de boas jogadas e, em especial, a confiança que cada jogador tem em si e nos demais companheiros poderão fazer a diferença, mesmo sem Neymar.